Mais de 267 mil maços de cigarro clandestino foram apreendidos apenas em 2015

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Apenas em 2015, a Política Rodoviária Federal já confiscou 26,7 mil pacotes de cigarros (267 mil maços ou 5,3 milhões e unidades) clandestinos nas rodovias federais do Rio de Janeiro, a maioria proveniente do Paraguai. Número é cerca de sete vezes maior do que a soma das estatísticas dos dois anos anteriores. Nos 24 meses envolvendo 2013 e 2014, os pacotes interceptados não ultrapassaram 3.529 unidades.

Fumantes passam a adquirir marcas clandestinas em função do valor, que por vezes é três vezes menor do que os cigarros nacionais. De acordo com a polícia, além dos males à saúde, o hábito financia o contrabando, que, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), move cerca de R$ 500 milhões em corrupção e suborno anualmente. A prática ainda engloba outras práticas criminosas, como o roubo e furto de veículos. 

Segundo a Receita Federal, de janeiro a julho deste ano, foram destruídos o equivalente a R$ 331 milhões em autuações fiscais de cigarros no Rio de Janeiro. Ao todo, 1,7 tonelada de cigarros de procedência ilegal foi inutilizada.

Para especialistas, a instauração de um novo modelo tributário em 2011, que fez o cigarro nacional mais barato subir seu preço em 60%, levou a um crescimento no consumo de produtos contrabandeados. 

Em contrapartida, uma pesquisa da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR) mostrou que pelos de animais, resquícios de areia e terra, vestígios de plásticos, restos de insetos, colônias de fungos, ácaros e metais cancerígenos como o chumbo, cádmio, níquel, cromo e manganês foram encontrados em meio ao tabaco de amostras de cigarros paraguaios. Os pesquisadores ainda atestaram que e quantidade de nicotina de um cigarro contrabandeado é até 20 vezes maior que a do produto nacional.