Vigilância Sanitária do Rio alerta para qualidade da água de caminhões-pipa
A Vigilância Sanitária Municipal determinou que a partir de hoje (17) os caminhões-pipa, no Rio de Janeiro, terão que obedecer a uma série de procedimentos para serem abastecidos pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), e recomenda atenção do consumidor para algumas medidas, como fazer teste para verificar o residual de cloro na água, na hora da entrega.
As normas higiênico-sanitárias para o transporte e comercialização de água potável em caminhões-pipa serão fiscalizadas pela Vigilância Sanitária na hora do abastecimento. Caso seja encontrada alguma irregularidade, a multa será de, no mínimo, R$ 2,5 mil.
Todos os veículos têm que ser cadastrados, portar laudo de potabilidade da água e medidor de cloro, além de seguir regras de limpeza e manutenção, e só podem ser abastecidos nos pontos da Cedae. O veículo não pode apresentar ferrugens, amassados, rachaduras nem sujeira. Segundo a gerente de Vigilância e Fiscalização Sanitária em Água de Abastecimento, Célia Borges,a medida resulta da necessidade de vigilância maior sobre a água distribuída por caminhões-pipa.
"A gente adotou esta postura por conta desse problema todo de estiagem, e houve necessidade de maior controle, pois o uso de caminhão-pipa aumentou. Os procedimentos dizem respeito ao estado de conservação do tanque, das mangueiras, a padronização do tanque, que tem que ter escrito água potável, telefone e nome da empresa. Isso tudo vai ser avaliado pela Cedae na hora do abastecimento. Inicialmente, vamos fiscalizar os pontos onde os carros são abastecidos. Na casa do consumidor, a fiscalização só será feita mediante denúncia", explicou Célia.
A solicitação de carro-pipa tem que estar vinculada à falta d'água, e o cadastro do veículo deve ser feito na Cedae. Além da documentação necessária para o abastecimento, o caminhão-pipa deve portar uma declaração de que o tanque é de uso exclusivo para o armazenamento e transporte de água potável. Em relação à água, cada carro deve portar registro de origem, destino e qualidade do produto que está transportando, com volume, data e local da captação. Ao perceber alteração de cor ou qualquer tipo de cheiro e gosto na água, o consumidor pode ligar para o 1746 da Vigilância Sanitária e denunciar.
De acordo com Célia, o consumidor tem que participar do processo, e "quando o rapaz do caminhão for abastecer a caixa d'água dele, o consumidor deve pedir para ele verificar o residual de cloro da água que está entregando. O motorista terá um kit para medir o residual, que tem que dar 0,5mg/l. É uma coisa de fácil leitura, vai ter lá a cor com a medida, não é difícil do consumidor verificar. O motorista do caminhão-pipa tem que fornecer também os laudos de inspeção da Cedae e de potabilidade da água, porque dessa forma [o consumidor] terá a certeza que está recebendo água boa. Caso contrário, ele faz a denúncia e a gente vai em cima da empresa", esclareceu.
A Cedae informou que atualmente 74 empresas são credenciadas, com o total de 518 caminhões autorizados a abastecer. Para ter certeza de que o caminhão contratado e a água fornecida são legais, o consumidor deve exigir a nota fiscal fornecida pela companhia para o caminhoneiro, no momento do abastecimento, e comprovar a origem da água. Em caso de dúvida, o consumidor pode também procurar a ouvidoria da Cedae para saber se o caminhão e a empresa são cadastrados.
