Ministra dos Direitos Humanos e OAB condenam violência contra professores
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, condenou, nesta quarta-feira (2), a ação da polícia militar contra professores que protestavam contra a votação do plano de cargos e salários na Câmara de Vereadores do Rio. Por meio do twitter, Rosário afirmou que "nada justifica ações violentas da policia contra professores. Diálogo, respeito constroem soluções entre governos e sociedade na democracia."
Ainda pelo twitter, a ministra informou que recebeu carta da ONG Justiça Global denunciando violência contra as manifestações dos professores no Rio.
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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também divulgou uma moção de repúdio, nesta quarta-feira (2), contra a "violência" empregada por policiais militares para reprimir os protestos dos professores da rede pública do Rio.
De acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, a violência policial ultrapassou "todos os limites".
"O uso da força está sendo praticado de forma desmedida e desproporcional e os nossos professores, que já são tão sofridos, não merecem apanhar em praça pública só porque reivindicam melhores condições de trabalho", afirmou Damous.
"O diálogo ainda é a melhor solução. Os policiais não são jagunços. O papel da polícia é proteger a sociedade", completou.
Usando cassetetes, gás lacrimogêneo e balas de borracha , a PM reprimiu na terça-feira o protesto dos professores nas imediações da Câmara de Vereadores, onde era votado o plano de cargos e salários proposto pela Prefeitura, e que não agradava à categoria. Manifestantes integrantes do black blocs se infiltraram no protesto, causando depredações e confrontos ainda mais violentos com a polícia. Vinte pessoas foram detidas, segundo a PM.
