Prefeito do Rio diz que não vai interferir em decisões da CPI dos Ônibus
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou nesta quinta-feira que não pretende interferir na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, que começou hoje na Câmara Municipal da cidade. Manifestantes pedem que quatro de seus aliados - que não assinaram o requerimento para a abertura da CPI - saiam do grupo. Paes disse que tem limitações institucionais em relação ao poder legislativo.
"Percebi nas manifestações desejo de maior participação e debate. Tenho buscado conversar com diversos grupos. É óbvio que o governo tem maioria na Câmara, maioria eleita pelo voto popular. Em nenhum momento, fiz o jogo tradicional dos governos de ligar para algum vereador da minha base e dizer para não assinar CPI, tanto que alguns assinaram. Eu tenho muita convicção que a gente avançou muito no processo com as empresas de ônibus. Ela era uma relação prostituída. No primeiro aumento, em 2008, estabeleci o IPCA como regra de reajuste da tarifa", afirmou Paes, em entrevista à rádio BandNews.
"Eu não sou a favor nem contra a CPI. O poder executivo, nesse caso, tem uma limitação no diálogo com o legislativo. Quando a gente vai para o legislativo dizer que quer uma CPI, tem que respeitar as regras do legislativo. O que não podem me pedir é que mande no poder legislativo. Em nenhum momento usei força que me atribuem para tentar evitar a CPI", disse Paes.
O prefeito lembrou que participou da CPI dos Correios, que resultou em incriminar os acusados pelo Mensalão mesmo tendo a participação de parlamentares governistas que não tinham assinado o requerimento de instalação. "E terminou do jeito que terminou, e me orgulho muito de ter participado dela. Acho que há elementos que podem ser esclarecidos, alguns até em meu benefício. Você acha que eu acho interessante ficar esta nuvem de fumaça sobre as licitações? Claro que não. Não temo qualquer conduta do meu governo, por isso não fiquei neste joguete", disse ele.
