Chuvas deixam em estágio de alerta máximo rios na Baixada e Serra
Aeroporto Santos Dumont ficou mais de 9 horas fechado
A frente fria que chegou ontem (16) ao estado do Rio, trazendo chuva, provocou a elevação de diversos rios. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) classificou 23 rios no estágio de atenção, um no de alerta e dois no de alerta máximo. Os dois casos mais preocupantes são na Baixada Fluminense, Rio Capivari, em Belfort Roxo e Duque de Caxias, e o Rio Quitandinha, em Petrópolis, na região serrana.
Em Teresópolis, o Rio Paquequer entrou no estágio de alerta, o que obrigou o acionamento da Defesa Civil do município. Segundo nota divulgada na página da prefeitura na internet, não houve registro de ocorrências durante a madrugada, nem na manhã de hoje (17).
O maior volume de chuva nas últimas 24 horas foi registrado na comunidade da Coreia, com 85,8 milímetros, e no Vale da Revolta, com 83,2 milímetros de precipitação. A Defesa Civil do município está acompanhando a previsão do tempo em sua sala de monitoramento e deslocou equipes para percorrerem os locais que registraram os maiores volumes de chuva, para avaliação preventiva e orientação aos moradores.
Na cidade do Rio, os bairros mais atingidos pela chuva nas últimas 24 horas, segundo o boletim do Alerta Rio (www.rio.rj.gov.br/alertario) do meio da tarde, foram o Alto da Boa Vista, Rocinha e Tijuca.
Cada milímetro de chuva significa um litro por metro quadrado. Ou seja, dizer que choveu 85 milímetros nas últimas 24 horas é o equivalente a 85 litros de água por metro quadrado.
Santos Dumont após fechar mais de 9h
O Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, reabriu para pousos às 17h27, depois de ficar fechado desde as 6h45 de hoje (17) devido ao mau tempo. As decolagens foram autorizadas às 15h54, mas o número de atrasos chegou a 50, com 82 cancelamentos. Nas chegadas, houve 74 voos cancelados e 47 atrasados. Por causa dos atrasos, o saguão do Santos Dumont ficou lotado durante todo o dia.
Outros 14 voos foram transferidos para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antônio Carlos Jobim, que tem uma pista maior com 4 mil metros de extensão. No Aeroporto Santos Dumont, com 1.350 metros de pista, o pouso é mais arriscado, pois qualquer erro de cálculo pode forçar a uma arremetida ou provocar um acidente, com a aeronave indo parar nas pedras que protegem a pista do mar.
