Dilma acompanha missa em homenagem às vítimas da chuva de Petrópolis
Bispo Diocesano Dom Gregório Paixão pediu que autoridades evitem novas tragédias
Acompanhada pelo governador Sérgio Cabral e pelo prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, a presidente Dilma Rousseff participou de uma missa em memória das 33 vítimas dos deslizamentos da madrugada da última segunda-feira (18), em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. O ponto alto da celebração foi quando o bispo de Petrópolis, dom Gregório Paixão, pediu unidade entre as três esferas de poder para impedir novas tragédias. Ele alfinetou as autoridades presentes em diversos momentos:
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"Quando ouço dizer que não deveria haver casas no alto dos morros de Petrópolis, penso que os mais pobres não tiveram outra chance senão construir suas casas nos morros. Sonharam com casas dignas, mas para eles foi dado apenas o subemprego. Quiseram casas com três quartos, mas tudo que conseguiram foi comprar uma geladeira em 90 prestações", disse o bispo, olhando para o banco mais próximo ao altar, onde estavam Dilma, Cabral e Bomtempo.
Na última segunda-feira (17), enquanto falou sobre a tragédia ocorrida em Petrópolis, a presidente Dilma Rousseff disse que havia necessidade de tomar medidas mais drásticas para impedir que a população habitasse as áreas classificadas como de risco.
Ainda na homilia da missa, Dom Gregório emendou em defesa dos menos favorecidos e continuou cobrando trabalho das autoridades:
"Irmãos, mãos à obra para que não estejamos aqui outras vezes como estamos hoje. Hoje é um dia que choramos pelos que se foram. Mas novas tragédias como esta podem ser evitadas", disparou. "O grito dos excluídos pede a nossa presença. Temos que ouvir a voz daqueles que precisam de nós".
Ainda no início da celebração, a presidente Dilma Rousseff cumprimentou os parentes das vítimas que estavam nas primeiras fileiras da igreja. Uma mulher, identificada apenas como Francisca, parente de uma vítima da tragédia, desmaiou e teve que ser socorrida por homens do Corpo de Bombeiros.
Enquanto falava sobre as necessidades da população pobre do país, Dom Gregório comparou a situação dos petropolitanos em área de risco com a dos nordestinos vítimas da seca.
