Polícia do Rio testa equipamentos para os grandes eventos
A Secretaria de Segurança está investindo em tecnologia para aprimorar a atuação policial nas operações e garantir a segurança nos grandes eventos. Na ocupação do Complexo do Caju, no domingo (3), equipamentos de ponta foram testados para acompanhar a ação em tempo real e facilitar a identificação de suspeitos.
O Batalhão de Choque (BPChoque) aproveitou a megaoperação para verificar o funcionamento do “mochilink”, uma tecnologia israelense que permite transmissão ao vivo das imagens captadas pelo agente que está na incursão. O policial carrega uma mochila com o equipamento conectado à câmera. A transmissão de dados ocorre em tempo real, via satélite, para o Quartel-General da Polícia Militar, para a Secretaria de Segurança e para a base do BPChoque.
"Estamos testando o equipamento para utilizá-lo nas operações policias e também no controle de grandes aglomerações de pessoas. Funcionaria ainda como medida preventiva, porque podemos mandar a equipe fazer as imagens antes para definir a melhor forma de atuação", disse o chefe de Comunicação Social e relações públicas do BPChoque, capitão Lima Ramos.
Uma van adaptada funciona como base para recebimento da transmissão e monitoramento de câmeras da prefeitura instaladas pela cidade. No alto do veículo há outro equipamento de vídeo capaz de girar em 360 graus e de aproximar imagens em até um quilômetro de distância.
A previsão é poder contar com oito “mochilinks”, cujo investimento é de cerca de R$ 80 mil em cada equipamento. Além da tecnologia israelense, o BPChoque está testando dez rádios aeronáuticos, que permitem a comunicação em terra com a aeronave da PM.
Barreira do Vasco recebeu ônibus do IFP
Para agilizar a identificação de suspeitos no Caju, a Polícia Civil utilizou o Live Scan, tecnologia de leitura de digital biométrica. Um ônibus do Instituto Félix Pacheco ficou na Barreira do Vasco para coletar as digitais dos detidos, sem a necessidade de conduzi-los à delegacia.
"Coletamos as dez digitais do cidadão e submetemos a uma pesquisa automatizada, que retorna, em poucos minutos, com os dados da pessoa", explicou Marcio Carvalho, diretor do IFP.
A tecnologia também deu suporte à tropa de elite da PM durante a ocupação. Os policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) utilizaram sete tablets para registrar as ações e trocar informações de forma mais ágil. A corporação começou ainda a testar o skype para fazer videoconferências.
