"Foi minha culpa", diz pai de bebê que morreu esquecido em carro

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O gerente de vendas Clovis Perrut Mantilla, 29 anos, escreveu em seu perfil no Facebook sobre a morte da filha Manuella, um bebê de 10 meses que morreu na última sexta-feira, 9, após ser esquecida dentro do carro, em Volta Redonda, no interior do Rio de Janeiro. Na rede social, o pai da menina disse sentir-se culpado pela morte da filha, e que "muito em breve irá reencontrá-la".

"Meu anjinho, minha Manuzinha, você é o meu coração, e ele morreu por minha culpa. Mas eu nunca quis te causar mal nenhum. Enquanto eu levava seu corpinho ao hospital eu pedi para o papai do céu pra me levar no seu lugar. Mas ele te escolheu, pois você será um anjo mais belo e puro, e esse mundo terrível não é digno de você", escreveu ele.

"Em muito breve estaremos juntos, só não sei o dia. Mas eu, a mamãe e o Juan iremos nos reencontrar com você no céu. Os dez meses e dez dias em que você esteve conosco foram os mais belos, felizes e maravilhosos de nossas vidas. Sempre vou te amar, meu anjinho. Até daqui a pouco. Papai".

Em depoimento, Clovis contou que deveria ter levado Manuela para a creche, mas esqueceu a criança no banco traseiro do carro, que ficou estacionado quando ele saiu para conversar com dois amigos. Em seguida, eles foram almoçar juntos. Clovis só se lembrou da criança por volta das 18h, quando recebeu o telefonema da mulher, Camila Mantilla, perguntando sobre a filha. Ao voltar para o carro, Clovis quebrou o vidro do carro e tentou resgatar a filha, que já estava morta.