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Ação aponta PM em milícia e prende pelo menos 5 no Rio 

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Ação iniciada na manhã desta terça-feira prendeu pelo menos cinco pessoas suspeitas de fazerem parte de uma milícia que agia na localidade de Fragoso, em Magé (RJ). Entre os sete suspeitos com prisão preventiva decretada está um policial militar, apontado na denúncia como chefe do bando. A Operação Roma - deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) em conjunto com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-Ie) e a Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) - deve cumprir ainda dez mandados de busca e apreensão.

Os suspeitos são acusados de cometer homicídios qualificados por motivo torpe, fútil e com impossibilidade de defesa da vítima. Em um dos casos, em 2009, o policial militar Vandro Lopes Gonçalves e os irmãos gêmeos Márcio Costa Teixeira e Marcelo Costa Teixeira teriam matado o jovem Joelson Carlos Suterio, em frente à casa da vítima, em Magé. A ação foi classificada pelo MP-RJ como "atividade típica de grupo de extermínio". De acordo com o ministério, o grupo cometeu os assassinatos para se manter no poder de atividades criminosas na região, "matando aqueles que pudessem representar ameaça aos fins do grupo".

O PM foi denunciado três vezes; Marcelo Costa Teixeira, quatro; Márcio Costa Teixeira, João Carlos de Castro Pinheiro e Daniel Faria dos Reis foram denunciados duas vezes cada um, e Evan Pacheco de Medeiros e Leandro de Almeida Ribeiro uma vez.

Em outro crime, Teixeira é acusado de matar Zenildo Honorato Rodrigues, em 2007. Segundo a denúncia, o suspeito teria cometido o crime porque a vítima pediu a ele que parasse de efetuar disparos de arma de fogo para o alto.