Chuvas no Rio: são mais de 16 mortos e 9 mil desalojados em todo o estado
Buscas em Sapucaia (Centro Sul Fluminense) foram interrompidas devido a temporal
Depois de pouco mais de uma semana de chuva intensa na Região Sudeste - sobretudo nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo - o estado do Rio já contabiliza pelo menos 16 mortos - 13 em Sapucaia (Centro Sul Fluminense), 2 em Miguel Pereira e 1 em laje do Muriaé (Noroeste Fluminense). O município que possui maior número de desalojados é Cardoso Moreira, onde um dique se rompeu no início da noite do último domingo (8). As informações constam em boletim divulgado pela Defesa Civil do Rio na noite desta terça-feira (10).
Em segundo lugar com o maior número de desalojados está Campos dos Goytacazes, onde deslizamentos foram registrados na semana passada com a cheia do Rio Muriaé - que nasce em Minas Gerais - e corta o interior do Rio. Neste município, ums estrada que também funcionava como dique para frear a força da água do Rio Muriaé foi completamente destruída.
Até agora o município com o maior número de mortos é Sapucaia. Na localidade, o distrito de Jamapará teve inúmeros deslizamentos nas margens da BR-393 e treze corpos já foram resgatados. Outros dez continuam sendo procurados. As buscas tiveram que ser interrompidas por causa da chuva. De acordo com a Defesa Civil, manter os bombeiros trabalhando sob o temporal expunha as vidas deles a forte risco.
Pelo fato de o distrito ter crescido no morro na margem da BR - 393 (antiga Rio-Bahia), todos os habitantes estão sob risco. Ao todo, de acordo com a Prefeitura de Sapucaia, cinco mil pessoas podem ser vítimas de novos deslizamentos.
"Trata-se de um distrito com 4 km de comprimento crescido num morro bastante íngreme. Todos correm risco, mas não temos como abrigar todos. Hoje são 310 desalojados, com casas interditadas pela Defesa Civil, que já estão abrigados", disse o coordenador da Defesa Civil de Sapucaia, Marco Antônio Teixeira Francisco.
Ao todo, 40 homens do Corpo de Bombeiros buscam dez desaparecidos. Outros 20 técnicos da Defesa Civil também participam das buscas e contam com duas escavadeiras, quatro retroescavadeiras, além de duas pás mecânicas. As buscas vão durar toda a madrugada e não há mais expectativa de se encontrarem sobreviventes do deslizamento.
Mortos identificados
Alguns corpos já foram identificados. São eles: Luiz Carlos Nassif, de 40 anos, e sua neta, Ana Maria Costa Bela Nassif, de 3 anos; o casal Sergio e Solange, cujo filho de 8 anos está desaparecido; Rosiane Gomes Bastos, de 23 anos e o filho Josiel, de 3, todos no mesmo deslizamento. Numa outra localidade, o corpo de um homem de 45 anos também foi resgatado.
