Apontado como assassino de modelo, motoboy diz que está sendo confundido

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Apontado em inquérito da Delegacia de Homicídios da Capital como um dos cinco homens envolvidos na morte da modelo Luana Rodrigues, 21 anos, na Favela da Rocinha, Ronaldo Patrício da Silva negou que tenha participado do crime. Segundo ele, o homem que aparece como procurado no cartaz do disque-denúncia é seu homônimo. 

Ronaldo Patrício é morador da favela da Rocinha e decidiu se entregar após a ocupação da favela. Segundo o delegado Pablo Sartori, da 41ª DP (Tanque), responsável pela prisão, ele chegou à DP na madrugada com um advogado. O acusado alegou que contra ele havia um mandado de prisão, mas ele não seria a pessoa procurada. 

Para provar que é inocente, Ronaldo prometeu apresentar à Polícia Civil provas que comprovam que ele não participou do crime.

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Outros dois homens são procurados suspeitos de envolvimento na morte da modelo Luana Rodrigues. Outros dois - os traficantes Nem e Coelho - já foram capturados.

Entenda o caso

Em maio, Luana saiu de sua casa, na Estrada das Canoas, em São Conrado, na Zona Sul, em direção à Favela da Rocinha, dizendo que iria resolver um problema. As investigações da DH apontaram que Luana era usada no transporte de drogas da Rocinha para outras comunidades do Rio.

Ronaldo compareceu à delegacia, acompanhado de seu advogado, Fernando Lacerda Soares. Após pesquisa no setor de Inteligência Policial, os agentes descobriram a existência de mandado de prisão temporária pendente, expedida pela 3ª Vara Criminal da Capital, contra Ronaldo.

O delegado-adjunto da 41ª DP, Pablo Sartori, presidiu o cumprimento do mandado de prisão e providenciou cópias de todo o procedimento à Delegacia de Homicídios para prosseguimento da investigação.