Bombeiros saem do Palácio Guanabara, mas prometem voltar hoje
Dois líderes do movimento foram presos
Os bombeiros que estavam acampados em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, saíram do local no início da madrugada e foram para a Assembléia Legislativa. No entanto, os manifestantes prometem retornar à sede do governo do Rio, nesta quarta-feira, às 11h.
Dois líderes do movimento dos Bombeiros foram presos na madrugada desta quarta-feira, segundo informou a deputada Janira Rocha (PSOL). O cabo Beneveluto Daciolo e o capitão Alexandre Marquesini foram detidos pelo subcomandante dos bombeiros e pelo corregedor, coronéis Ronaldo Jorge Alcântara e Marcos Tadeu Moreira, respectivamente, após terem sido chamados ao interior do Palácio Guanabara.
Cerca de 50 bombeiros tinham acampado, na noite desta terça-feira, em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, utilizado como sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O grupo fez um ato na Assembleia Legislativa à tarde e depois seguiu rumo à residência oficial do governador Sérgio Cabral. A intenção era cobrar promessas feitas sobre melhorias de salários e benefícios.
Há mais de duas semanas, um grupo de homens do Corpo de Bombeiros já acampava na principal entrada da Assembleia Legislativa. Segundo representantes dos militares, as ações são pacíficas.
O grupo prometia passar a noite em barracas montadas em frente ao Palácio, na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras. Policiais do 5º BPM (Praça da Harmonia) acompanharam toda a manifestação do Centro até Laranjeiras. Há uma semana, os bombeiros também protestaram, com as mesmas reivindicações, na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio.
Entenda o caso
No dia 3 de junho, um grupo de cerca de 2mil pessoas - incluindo bombeiros e seus familiares - invadiu o Quartel Central da corporação depois de um protesto. Presos, 439 homens foram citados criminalmente pela invasão e também administrativamente.
Já no final de junho, diante de grande pressão popular, o governador do Rio, Sérgio Cabral, sancionou o projeto de lei que concedeu anistia administrativa aos bombeiros e aos dois PMs presos após a invasão ao quartel.
Atendendo a uma reivindicação antiga dos bombeiros, o governador também sancionou projeto que garante o reajuste de 5,58% para a categoria e o uso de 30% do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom) para gratificações.
