Conflitos em comunidades pacificadas: cúpula da PM vê "casos isolados"; população reclama de abuso
Polícia vai usar câmeras fotográficas e filmadora para identificar envolvidos
O que era para ser uma convivência harmônica entre moradores e policiais militares de comunidades pacificadas, virou uma verdadeira guerra. Reclamando de abusos nas abordagens, a população lança mão de garrafas com pedras, coquetel molotov, paus e pedras para contra-atacar. Os casos de violência se repetem no Morro do Turano, no Rio Comprido (Zona Norte), na Cidade de Deus (Zona Oeste) e até no Complexo do Alemão - pacificado em novembro do ano passado - , onde ainda não há Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e o comando está nas mãos de homens do Exército.
Na madrugada do último domingo, cinco ficaram feridos nas duas últimas favelas e uma mulher perdeu dentes após ser atingida por uma bala de borracha no maxilar. Neste último caso, o Ministério Público Federal e a Força de Pacificação apuram se houve excesso dos homens do Exército.
>> Exército decreta toque de recolher no Alemão, segundo moradores
