Associação quer punição a secretário do Rio por mortes em bonde
A Associação de Moradores de Santa Teresa (Amast), no Rio de Janeiro, quer que o secretário Estadual de Transporte do Rio de Janeiro, Júlio Lopes, seja responsabilizado criminalmente pelo acidente com o bonde que matou cinco pessoas e feriu mais de 50 no último dia 27. Desde 2006, a entidade denuncia problemas no sistema de bondes no bairro.
Na próxima terça-feira, a entidade participará de uma audiência no Ministério Público Estadual (MP-RJ) para cobrar que as circunstâncias do acidente sejam investigadas. Na Assembleia Legislativa (Alerj), na quinta-feira, a Amast deve propor uma comissão parlamentar de inquérito (CPI).
"Infelizmente, houve a morte da professora Andréa de Jesus (2009) e ninguém foi punido, a morte do turista francês Charles Damien (2011) e ninguém foi indiciado. Achamos que essa cultura de impunidade gerou a situação que permitiu essa tragédia. Queremos por um ponto final nessa esculhambação", disse o diretor da associação, Álvaro Braga.
A associação também não descarta recorrer ao Ministério Público Federal (MPF), uma vez que os problemas com o transporte público na cidade são recorrentes. "Para quem não se lembra, são barcas frequentemente à deriva (na Baía de Guanabara), trem que dá partida sem condutor, passageiros chicoteados nas estações (de trem), problemas inúmeros com as integrações do metrô."
Para marcar uma semana do acidente, cerca de 150 pessoas fizeram uma manifestação no sábado para lembrar os mortos e defender o motorneiro responsável pelo veículo, que foi desqualificado pelo secretário Júlio Lopes. Os manifestantes carregaram faixas e cartazes com nome das vítimas e refizeram o último trajeto da composição 10, jogando tinta vermelha sobre os trilhos.
