Justiça do Rio decide manter bombeiros presos

Por Douglas Corrêa

A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria da Justiça Militar do Rio, negou, na noite desta quarta-feira, o relaxamento da prisão dos 439 bombeiros que foram detidos no último sábado, após a invasão do quartel central da corporação, no dia anterior.

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O pedido tinha sido feito pela Defensoria Pública do estado.

Na decisão, a juíza concluiu não haver qualquer nulidade no auto de prisão em flagrante. Segundo ela, “a custódia cautelar de todos os militares mostra-se imprescindível à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a manutenção dos princípios da hierarquia e da disciplina militares, que se encontram flagrantemente ameaçados”.

Ainda de acordo com a decisão liberada pelo Tribunal de Justiça do estado, ao invadir o quartel central, desrespeitar seus superiores e danificar o patrimônio público, subvertendo a ordem assegurada pela Constituição, e exigindo a intervenção da Polícia Militar para a retomada da unidade, “os bombeiros extrapolaram, e muito, seu exercício do direito de lutar por melhores condições de vida pessoal e profissional”.

Movimento dos bombeiros ganha a adesão dos policiais militares 

A Polícia Militar aderiu ao movimento dos bombeiros na quarta-feira. Representantes de entidades ligadas à segurança pública do Rio se encontraram com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, para apresentar a proposta de elevar o piso salarial para R$ 2.900 - R$ 900 acima do reivindicado anteriormente pelos bombeiros. A comissão chegou ao mínimo de R$ 2.900 com base na média nacional de pisos da PM e do Corpo de Bombeiros. 

Representantes da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, da Associação dos Oficiais Bombeiros, do Clube de Cabos e Soldados da PM e da Associação de Cabos e Soldados Bombeiros anunciaram a criação da Frente Unificada das Entidades de Classe da Segurança Pública.