Bombeiros presos denunciam condições precárias e falta de alimentos

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Manifestantes do Corpo de Bombeiros presos desde a manhã de ontem na Corregedoria da Polícia Militar, em São Gonçalo, falaram ao Jornal do Brasil sobre as condições precárias em que passaram a madrugada deste domingo (5).

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De acordo com o cabo Santuzzi, um dos porta-vozes do movimento, parte dos bombeiros foi amontoada em salas e teve que se revezar para dormir no chão esta noite. "Fomos mantidos numa sala, sem comida até as 2h da manhã, e todos usavam apenas um banheiro", afirmou. Segundo as informações, muitos foram ainda mantidos nos ônibus que os transportaram na manhã de ontem. 

Parte do grupo dos 439 bombeiros presos foi encaminhada para o unidade-escola da corporação em Jurujuba, em Niterói, onde de acordo com eles a situação precária começou a melhorar um pouco. 

Por volta das 6h da manhã deste domingo, três ônibus com bombeiros teriam deixado a Corregedoria da Polícia Militar, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, em direção à unidade dos Bombeiros em Charitas, Niterói.

Uma outra parte dos considerados líderes do movimento foi mandada para a unidade prisional dos bombeiros na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio. "Esse líderes foram escolhidos a esmo. Nosso movimento não tem líderes. Nosso líder é Jesus Cristo", afirmou Santuzzi. 

Segundo outro manifestante, que preferiu se identificar apenas como Gustavo, muitos sofreram o que ele chamou de "tortura psicológica", com ameaças de expulsão e de represárias contra suas famílias. 

Uma outra ação está sendo organizada para hoje. Bombeiros de folga e familiares dos manifestantes presos se concentrarão na Alerj em prol do movimento. 

De acordo com Gustavo, o mínimo necessário dos bombeiros para garantir a segurança da população trabalhará hoje. Muitos guarda-vidas estarão ainda nas praias, mas sem a farda, apenas para atender a emergências.    

Veja imagens dos protestos dos bombeiros no Quartel Central da corporação:

 

 

 

 

Apuração: Juliana Dias Ferreira