Antiga fábrica da Brahma é implodida para ampliação do Sambódromo do Rio
O Sambódromo, no Rio, acostumado a brilho e fantasias, foi tomado pela poeira neste domingo (5), quando foi ouvida a quarta sirene que anunciou a implosão da antiga fábrica da Brahma. Quatro prédios no total foram derrubados para obras de ampliação da arquibancada. Por uma questão de segurança, moradores das regiões próximas, num raio de 150 metros, tiveram que deixar suas casas por volta das 7h da manhã.
O espaço dará lugar a quatro novos blocos com arquibancadas, camarotes e frisas similares aos existentes do outro lado da Passarela do Samba. A reforma resgatará ainda o projeto original de Oscar Niemeyer, que previa um equilíbrio entre os dois lados da Marquês de Sapucaí.
A obra atende ao compromisso da cidade com os Jogos Olímpicos de 2016 e prevê adaptações para a realização das provas de maratona e tiro com arco.
Com a ampliação, a capacidade de público do Sambódromo vai de 60 mil para 77.688 pessoas.
Cada novo bloco construído terá uma arquibancada para 2.880 pessoas, 48 camarotes para 576 pessoas e frisas, no térreo de cada bloco, com capacidade para 1.194 expectadores. Serão construídos também quatro blocos intermediários, cada um com cinco camarotes para 60 pessoas. Na obra estão previstos ainda a construção de acessos para portadores de deficiências, postos médicos, sala de segurança, áreas de serviço e um espaço para os jurados.
Cerca de 20 técnicos da Defesa Civil trabalharam na inspeção, varredura e isolamento do entorno, para garantir a segurança dos moradores e das pessoas que circulam pelo local.
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