Após invasão, Cabral exonera comandante-geral do Corpo de Bombeiros

"Um grupo de vândalos não irá prejudicar a imagem de uma instituição tão querida"

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O governador Sérgio Cabral anunciou no início da tarde deste sábado, após longa reunião com a cúpula da seguranta do Estado do Rio, que os bombeiros que se manifestaram na noite de sexta-feira, invadindo o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, no Centro do Rio, responderão administrativa e criminalmente pelo ato. Cabral também anunciou a troca do comando do Corpo de Bombeiros: sai o coronel Pedro Marcos Machado e entra Sérgio Simões, atual subsecretário da Defesa Civil.

O governador classificou de inaceitável o protesto dos bombeiros: 439 deles acabaram presos e foram enviados para a Corregedoria da Polícia Militar, em São Gonçalo. 

Veja imagens dos protestos:

 

"Um grupo de vândalos, irresponsáveis não irá de forma alguma prejudicar a imagem de uma instituição tão querida e respeitada pelo povo do Rio como o Corpo de Bombeiros", disse Cabral, reforçando que seu governo tem investido nas melhorias das condições de trabalho da categoria.

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"O Corpo de Bombeiros tem recebido um apoio jamais visto. Meu governo investiu em equipamentos, embarcações, instrumentos de trabalho. Foram 120 milhões de reis investidos, além de uma programação de recuperação salarial que prevê vencimento de 2 mil reais até o final do ano", afirmou.

 Cabral destacou ainda que os bombeiros não têm o pior salário do Brasil, como os manifestantes divulgam em seus protestos (R$ 950).  "Não é verdade. E mesmo se fosse não justificaria a invasão do quartel central de maneira irresponsável, intolerável. Eles levaram mulheres e crianças. Estes 439 vândalos vão responder por invasão e depredação de prédio público. Já determinei a abertura de processo disciplinar e cabe ao Ministério Público abrir o processo criminal", disse. 

O governador destacou ainda que o movimento dos bombeiros estaria restrito a um grupo "seduzido pelo discurso delinquente de políticos que usam a boa-fé para estimular a irresponsabilidade".

O comandante-geral da Polícia Militar, Mario Sérgio, afirmou que uma arma foi apreendida com um dos manifestantes. "Tínhamos a informação de que alguns estariam armados. Por isso os policiais que participaram da retomada do quartel também estavam armados. Ouvimos disparos de armas curtas. Mas o importante é que não tivemos pessoas feridas.