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Rio ganha mais duas UPPs

Estado entrega unidades em comunidades do Catumbi e Santa Teresa na próxima sexta-feira

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RIO - O sentimento de medo e insegurança que fez parte da vida dos 20 mil moradores dos complexos do São Carlos e de Santa Teresa por décadas deu lugar à esperança. Depois que o modelo de policiamento comunitário começou a ser implantado na região central do Rio, o cenário é de paz. O processo de pacificação começou no último dia 6 e será consolidado na sexta-feira, com a inauguração de duas das três Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) previstas para a região, que atenderão os morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro, no Catumbi, e Escondidinho e Prazeres, em Santa Teresa.

Os cerca de 350 policiais que atuarão nas duas UPPs participam, até quinta-feira, do estágio de adaptação no Quartel da Central da PM, que inclui visita a comunidades pacificadas e às regiões que irão abrigar as novas sedes das unidades.

– Depois do Carnaval, o Estado entregará a última UPP da região, que vai policiar os morros de São Carlos, Mineira, Zinco e Querosene – explica o coronel Robson Rodrigues, coordenador das UPPs.

“Chegou a nossa vez de ganhar mais segurança. Saímos da escuridão para a luz”. A frase do garçom Francisco Ricardo Montes traduz a esperança e a expectativa dos moradores dos complexos do São Carlos e de Santa Teresa. Para ele, a chegada da polícia pacificadora marca também o resgate de seus diretos e o início de um futuro mais digno para seu filho Renan, 5 anos. – Estou muito ansioso para ver a recuperação dos morros, que já estão recebendo algumas ações sociais. O Estado começou a interagir com a comunidade depois de décadas de esquecimento. Estou cheio de planos e muito feliz por saber que meu filho verá as consequências da mudança de realidade em seu futuro – contou o garçom.

Muito mais do que implantar um modelo de policiamento, os comandantes das UPPs da Coroa/Fallet/Fogueteiro e Escondidinho/Prazeres, os capitães Elton Costa Gomes e Jeferson Odilon, respectivamente, estão ansiosos para ajudar a romper o paradigma da segurança pública ao integrar Estado, população e polícia.

– Depois de me formar na academia, atuei no Grupo Tático de Ações Motociclísitcas e no Batalhão de Choque. Será um desafio comandar a UPP da Coroa/Fallet/ Fogueteiro. É um projeto novo para quem vem de uma realidade de repressão e enfrentamento. Estamos mostrando que o policial é amigo da comunidade – afirmou o capitão Elton, que tem 28 anos.

– Somos oficiais jovens. Eu servi quatro anos no batalhão do Leblon e estou indo para um terceiro momento da minha carreira, onde vou lidar com realidades completamente diversas – disse o capitão Odilon, de 29 anos.