Corpo de estudante que morreu após cair de trio elétrico será cremado
O corpo da estudante de 21 anos que morreu após cair de um trio elétrico, em Copacabana (Zona Sul), na tarde de domingo, será cremado. A data, no entanto, ainda não foi definida pela família, que aguarda a emissão de documentos.
Segundo uma prima da estudante Camila Nunes Dib, aquela era a primeira vez que a vítima subia num trio elétrico. A prima de Camila, Tatiana Nunes, criticou o fato de os trios serem muitos altos e de isto submeter os foliões a risco. Além disso, Tatiana fez um apelo para que tanto a prefeitura quanto os organizadores de blocos tenham uma preocupação maior com a segurança. Ela pede que as grades nos trios sejam mais altas.
Sobre possíveis processos contra a prefeitura da cidade ou contra os organizadores do trio, Tatiana disse que a família ainda não pensou se vai mover processos na Justiça.
A queda que culminou na morte de Camila ocorreu depois de a jovem se abaixar para desviar da fiação elétrica quando o trio passava pela Avenida Atlântica, nas proximidades do Hotel Copacabana Palace. Ela se desequilibrou e caiu de uma altura de cerca de quatro metros. A estudante teve afundamento de crânio e chegou ao Hospital Miguel Couto, no Leblon, com parada cardíaca. Apesar do socorro, Camila não resistiu aos ferimentos e morreu.
O "Ensaio Geral", bloco do qual Camila participava, é a versão carioca do bloco "Alerta Geral", de Salvador, na Bahia, que há mais de 15 anos sai no carnaval baiano tocando samba. De acordo com assessoria, esse foi o primeiro desfile do bloco no Rio.
Os foliões tinham iniciado o percurso no Posto 6 e seguiam em direção ao Leme, onde encerrariam o desfile na Avenida Princesa Isabel, mas o trajeto foi interrompido assim que o incidente ocorreu.
Os organizadores do bloco já prestaram depoimento à delegada da 12ª DP (Copacabana), Daniela Terra, responsável por investigar o caso. O carro do trio elétrico passou por uma perícia e está com a documentação regular. O caso foi registrado como homicídio culposo.
