Delegado da Polícia Civil que estava foragido se entrega no Rio

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O delegado Carlos Antônio Luiz Oliveira se entregou na tarde desta sexta-feira à Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro. Ele ocupou o cargo de subchefe da Polícia Civil do Rio e foi exonerado pela manhã. Ele era um dos procurados pelos agentes da PF durante a Operação Guilhotina, que visa prender policiais civis e militares que estariam envolvidos com o tráfico de drogas, milícias e contravenção, entre outros crimes.

A Operação Guilhotina foi deflagrada pela PF e conta com o apoio de 200 agentes da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) e do Ministério Público Estadual. O objetivo é cumprir 45 mandados de prisão preventiva, sendo 11 contra policiais civis e 21 contra policiais militares, e 48 mandados de busca e apreensão. Até as 17h desta sexta-feira, 35 mandados haviam sido cumpridos, dos quais oito contra policiais civis e 19 contra PMs.

Cerca de 380 homens da PF participam da ação, que ainda investiga a ligação dos policiais com venda de armas e informações e o chamado espólio de guerra, que é a subtração de produtos de crime encontrados em operações policiais, como ocorrido na recente ocupação do Complexo do Alemão.

As investigações iniciaram a partir de vazamento de informações numa operação conduzida pela PF em 2009, que tinha como principal objetivo prender o traficante Roupinol, que atuava na favela da Rocinha junto com Nem, apontado como o chefe do tráfico na comunidade. De acordo com a polícia, um grupo de policiais é suspeito de receber até R$ 100 mil por mês para proteger Nem e o avisar sobre operações no local.