Chefe da Polícia Civil do Rio põe cargo à disposição

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O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski, foi ouvido na tarde desta sexta-feira na Superintendência da Polícia Federal do Estado. Ele prestou esclarecimento sobre a rotina da corporação e negou que tenha qualquer envolvimento com os atos ilícitos cometidos pelos policiais presos na Operação Guilhotina, desencadeada hoje. Ele colocou o cargo à disposição do governador Sérgio Cabral e do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

"Com certeza não depende de mim ficar no cargo, depende do secretário de Segurança e do governador. Se tiver que sair, saio com consciância muito tranquila, mas acho que ainda não é o momento", disse. O ex-subchefe da Polícia Civil, Carlos Oliveira, que mais recentemente trabalhava como subsecretário de Segurança, é um dos policiais procurados, e é considerado foragido. Turnowski negou que o afastamento de Oliveira da Polícia Civil tenha se dado por desvio de conduta.

"Me sinto muito mal por termos policiais que são bandidos, mas ainda pior por Oliveira, que era uma pessoa que conhecia. Tirei o Oliveira da chefia numa mudança ampla, não tinha suspeitas na época. Trabalhamos com cumprimento de metas e se a meta não for atingida, seja por que o delegado é incopetente ou por que trabalha com desvio de conduta, o resultado é o mesmo", disse.

Turnowski apontou ainda que, tendo trabalhado em operações e vendo colegas serem mortos e feridos, entende que "se o policial vende arma para bandido ele é pior que bandido, ele é traidor".