Comandante do Exército diz que Rio terá força de paz nos moldes da do Haiti
O general Enzo Peri, comandante do Exército, disse nesta quinta-feira que o Rio terá força de paz nos moldes do que foi usado no Haiti. A intenção é que a força pacificadora tenha as mesmas características e substitua os policiais no complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro.
Esta força pacificadora ainda não tem data para entrar em vigor. O general Adriano Pereira Júnior, do Comando Militar do Leste, explicou que é preciso tempo para que o Exército faça o planejamento das ações, com um apurado estudo do contingente de militares que irá ocupar a área e, por isso, não seria possível implantar a força de paz antes de 15 de dezembro. Enquanto isso, os militares vão continuar contando com o apoio das policias militar e civil nas ações da comunidade.
O general Enzo afirmou que não teme algum tipo de problema, como já ocorrido em ações urbanas semelhantes. “Nós estamos preparados. Eles estão bem instruídos”. Disse também que não teme qualquer desvio de conduta dos soldados, por conta de provocações de criminosos. “Nós estamos sempre atentos a isso tudo. O risco é inerente”.
De acordo com o comandante do Exército, o governador, o ministro da Defesa e as forças militares vão decidir como isso vai acontecer e como será implantada. "Mas a previsão é de que seja ainda este ano”, disse o general Enzo, que terá uma reunião com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, no sábado.
O comandante classificou essa nova etapa como uma fase de pacificação.
Exército investiga ameaça a militares
O setor de inteligência do Exército está investigando denúncias de militares que moram em favelas, que estariam sendo ameaçados por traficantes. Segundo o general Adriano Pereira Junior, do Comando Militar do Leste, está sendo feito um acompanhamento do caso.
"Tudo é muita encenação. Eles não vão atacar as famílias. Estou certo de que as tropas estão fazendo um trabalho correto", afirmou Pereira Júnior.
