O Rio em guerra: sociólogos questionam ação da polícia
Durante a onda de ataques em que 102 veículos foram incendiados no estado, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse que as ações criminosas foram uma reação contra a política de ocupação de territórios do tráfico, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), e também à transferência de bandidos para presídios federais de segurança máxima em outros estados. Mas há quem discorde.
O coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), João Trajano Sento-Sé, creditou a deficiências da Secretaria Estadual de Segurança Pública os problemas de violência que culminaram na invasão do complexo do Alemão.
– O tráfico já vinha acenando com esse tipo de ação havia algum tempo – ponderou. – A inteligência da Secretaria de Segurança, se é que existe, demorou a responder a essas ações, que se espalharam e começaram a percorrer em diversos pontos da cidade e do estado. Essa lentidão gerou o caos.
