Rio lança programa que investirá R$ 8 bilhões em moradias

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Rodrigo Teixeira, Portal Terra

RIO DE JANEIRO - Foi lançado nesta terça-feira, pela prefeitura do Rio de Janeiro, o programa "Morar Carioca". O projeto é resultado de uma parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ). Segundo o prefeito Eduardo Paes, trata-se de um "plano municipal de integração de assentamentos precários informais, que tem como meta, ao custo de R$ 8 bilhões, urbanizar todas as favelas da capital fluminense até 2020".

A expectativa da prefeitura é terminar os projetos de integração urbana das 625 favelas da cidade que possuem mais de 100 moradias em dois anos. Considerando que 54 destas 625 favelas já se encontram urbanizadas, a meta é atuar nos 571 assentamentos precários restantes, beneficiando mais de 260 mil domicílios em dez anos.

Segundo o prefeito, o fim do domínio exercido pelo crime organizado em muitas destas comunidades ocorrerá à medida que novas Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) forem instaladas e as ações das mesmas nas favelas serão determinantes para os resultados no campo da segurança pública. Apesar das boas previsões, Paes pediu paciência aos cariocas. "Não esperem o paraíso, precisamos levar em conta a realidade local. Os serviços público atenderão a todos e vão haver marcos para controlar crescimento desordenado e o reassentamento das famílias de área de risco", disse.

Nos próximos quatro anos, a prefeitura pretende tirar dos cofres do município, R$ 1 bilhão de reais. Outro R$ 1 bilhão será investido pelo Governo Federal e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O prefeito quer acelerar a liberação da verba e disse que o projeto faz parte da preparação para que o Rio receba as Olimpíadas de 2016. "Espero licitar tudo isso até o fim deste ano. Será o maior legado das Olimpíadas para a cidade", afirmou.

A líder comunitária Elaine Martins dos Reis, moradora da comunidade da Pedreira em Costa Barros, zona oeste do Rio, presente ao evento de lançamento do programa, torce para que as metas saiam do papel e falou sobre o sentimento por morar em uma comunidade considerada precária. "O olhar para quem mora em comunidade é diferente. Vou lutar por uma melhoria de cem por cento. É preciso acabar com o esgoto a céu aberto e estabelecer áreas de lazer para os jovens. Queremos viver em paz."