Passados três meses, deck continua quebrado na Lagoa

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Lira Fraga , Jornal do Brasil

RIO - Já faz mais de três meses que o temporal do dia 5 de abril inundou o Rio, danificando, também, um dos decks da Lagoa Rodrigo de Freitas. Mas para as autoridades da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos é como se nada tivesse acontecido.

O deck continua lá, quebrado. A secretaria informou, domingo, que a previsão é de que as obras de revitalização de todos os decks da Lagoa só comecem em outubro. Ou seja, daqui a mais três meses.

Isso é um absurdo protestou Márcia Martins, moradora do bairro da Lagoa. A prefeitura deveria cuidar mais da cidade.

De acordo com Ana Campitelli Simas, presidente da Associação de Moradores Fonte da Saudade (Amofonte), a demora para consertar o deck é um descaso.

É um desrespeito com as pessoas que frequentam a Lagoa, que é tombada e atrai turistas do mundo inteiro. Não se pode esperar tanto tempo criticou ela. É também um risco para os praticantes de remo, que utilizam a Lagoa para treinar.

A chuva que inundou o Rio no dia 5 de abril de 2010 durou mais de 36 horas, provocou deslizamentos em várias regiões do estado, causando a morte de 258 pessoas.

Para o engenheiro Rogério Cesar da Silva, morador da Lagoa, que projetou e instalou os decks próximos aos clubes Caiçaras e Piraquê na década de 90, a estrutura do deck da Lagoa deveria ser diferente.

É uma estrutura fraca, de madeira, que sofre muito com as mudanças climáticas, as marés alta, baixa, ventos e chuvas entende o engenheiro. O material não condiz com a sobrecarga a que eles são submetidos.

Rogério ressaltou que a solução para tornar os decks mais resistentes seria utilizar uma estrutura metálica e usar a madeira somente para forração.

A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos informou que os decks são vistoriados regularmente e que os estragos não causam riscos às pessoas.