Carro do goleiro tinha sangue
Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - As manchas encontradas no porta-malas do goleiro Bruno são de sangue humano, informou nesta quarta-feira o Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais. Para saber se o sangue é da ex-namorada de Bruno Eliza Samudio, desaparecida há três semanas, o material colhido será comparado com amostras de sangue do pai da jovem e do filho dela. Também teria sido encontrado sangue no sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG). O resultado dos exames ficará pronto em 15 dias.
Nesta quarta-feira, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e telefônico do goleiro do Flamengo e de outros supostos envolvidos no desaparecimento de Eliza. O carro do jogador foi apreendido em uma blitz, por estar com a documentação irregular no dia 8 de junho, quatro dias após o último contato da jovem com sua advogada. Clayton da Silva, que dirigia o veículo no momento da apreensão, prestou depoimento à polícia por quase cinco horas nesta terçca-feira.
Eliza estava no Rio de Janeiro para negociar com o jogador o reconhecimento da paternidade de seu filho, Bruninho. A hospedagem da estudante no Hotel Transamérica, na Barra da Tijuca, foi paga por Bruno, segundo o advogado Michel Assef Filho, que defende o jogador na ação de investigação de paternidade. Ele informou ainda que o goleiro afirmou que o garoto havia sido levado para Minas Gerais por seu amigo Luiz Henrique, conhecido como Macarrão, sem o seu conhecimento. Bruno teria ficado surpreso ao saber que o bebê tinha sido entregue por Macarrão à sua mulher, Dayanne de Souza.
Bruninho, encontrado na Região Metropolitana de Belo Horizonte na noite de sábado, foi levado nesta terça-feira para o Paraná, pelo avô materno, Luiz Carlos Samudio.
Na tarde desta quarta-feira, o goleiro, afastado do Flamengo enquanto durar a investigação, treinou no Ninho do Urubu, em Vargem Grande (Zona Oeste do Rio). Mais uma vez, ele não falou com a imprensa sobre a investigação.
