Fogo de cinema na Rua do Teatro
Caio de Menezes, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Um incêndio na tarde desta quinta-feira provocou o desabamento dos sobrados de número 21 e 23 da Rua do Teatro nas proximidades do Largo São Francisco de Paula, no Centro do Rio.
O fogo começou por volta das 14h50 na sobreloja onde funcionava o escritório da Loja Largo de São Francisco, que vendia produtos variados, e se espalhou para o restante das instalações da edificação. Por volta das 16h, ocorreu o desabamento. Depois de uma hora e meia, o Corpo de Bombeiros conseguiu controlar as chamas. A corporação utilizou oito viaturas, duas escadas Magirus, e 80 homens do Quartel General e dos batalhões do Caju, de Copacabana, Santa Teresa e São Cristóvão. Até o fechamento desta edição, ainda era realizado o trabalho de rescaldo no local.
Segundo o major André Melo, subcomandante do Grupamento Operacional do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, não é possível indicar o estopim do incêndio.
Só a perícia poderá esclarecer o que provocou o incêndio afirmou ele, ao informar que um bombeiro teve a mão ferida.
Técnicos da Defesa Civil estiveram no local e interditaram os sobrados de número 19 e 25, também na Rua do Teatro, que foram atingidos pelo fogo e tiveram suas estruturas abaladas. Somente depois de inspeção técnica, os prédios poderão ser liberados.
Perdas e danos
Marcos Tavares, de 44 anos, dono da Loja de São Francisco, que desabou, e do Bazar Franciscão, que foi interditado, não soube calcular os prejuízos.
Não há como pensar em nada. Estou sem cabeça, este é meu trabalho de 16 anos, minha única fonte de renda, que foi toda perdida. Por sorte, o prédio e as mercadorias estavam seguradas disse ele, que quando o fogo começou estava na loja com outros oito funcionários e alguns clientes.
Sócio-gerente da Casa Colibri, especializada em rações e peixes ornamentais, que também foi interditada, Sidney de Oliveira, de 39 anos, lamentou o fato.
Foi tudo muito rápido. Tomei um prejuízo perto dos R$ 3 mil. Espero que essa interdição não dure muito tempo, para o prejuízo não aumentar. Por sorte ninguém se feriu avaliou.
