Arcebispo do Rio ordena 20 diáconos casados
Carlos Braga, Jornal do Brasil
RIO DE JANEIRO - Diácono vem do grego diakonos, normalmente traduzido por servo. Ontem pela manhã, o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, realizou a cerimônia de ordenação de 20 novos diáconos na Catedral de São Sebastião, localizada no Centro do Rio.
Todos passaram por quatro anos e meio de formação na Escola Diaconal Santo Efrém, no Estácio (Zona Norte). Segundo os preceitos da da Igreja Católica, essa habilitação é necessária para que eles possam exercer o tríplice ministério: da Caridade, da Palavra e da Liturgia. Ontem, os 20 diácomos receberam o sacramento pela imposição das mãos do arcebispo dom Orani João Tempesta. Um deles era o comerciante Egberto Gustavo Rodrigues, 64 anos, morador da Vila da Penha, subúrbio do Rio. Com ele na cerimônia, estavam sua mulher Joana D'Arc e seus quatro filhos.
Fomos ordenados diáconos permanentes, que podem ser casados explicou Egberto. Nós auxiliamos o sacerdote. É diferente dos diáconos transitórios, que estão se preparado para o sacerdócio.
Na definição do dicionário, diácono é o clérigo no segundo grau das ordens maiores, imediatamente inferior ao padre. Porém, diáconos podem ser casados, como o são os que formam a turma João Paulo II, ordenada ontem. Os futuros diáconos ressaltaram o papel fundamental da família durante o período de preparação, principalmente o papel de suas esposas e filhos.
Além da carta de recomendação do sacerdote da paróquia de cada um, os candidatos à escola diaconal devem apresentar uma carta escrita pela esposa, que é uma espécie de autorização para que ele possa se dedicar a essa função, já que diácono é uma espécie de lider espiritual da comunidade, cujas funções estão ligadas às questões administrativas da igreja.
Também foi lembrada a importância dos filhos dos novos diáconos. Muitos ajudam os pais em suas tarefas. Durante o processo de ingresso na escola, os familiares são entrevistados.
