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JB flagra pontos de táxi irregulares na cidade

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Thiago Feres, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Ponto de táxi é uma comodidade para o usuário. Mas um ponto não autorizado atrapalha centenas de motoristas e moradores com os engarrafamentos que provoca. Bairros como Copacabana e Botafogo (Zona Sul) contam com diversos locais em que taxistas se aglomeram irregularmente à espera de passageiros. Em apenas 50 minutos três concentrações dessas fosram encontradas pelo JB.

Em Copacabana, na esquina da Rua Pompeu Loureiro com a Travessa Frederico Pamplona, existe até um telefone, instalado para que os taxistas pudessem receber chamadas. No local, não há qualquer placa da prefeitura autorizando o ponto. Além disso, os taxistas se concentram do lado direito da via, por onde passam ônibus e ambulâncias, já que o ponto fica bem próximo ao Hospital São Lucas.

Desde 2004, nós estamos pedindo para a prefeitura não conceder mais autorizações para pontos de táxi aqui em Copacabana, onde existem mais de 30 oficiais e outros piratas. Faltam vagas de estacionamento reclama o presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães. Para o taxista, é muito bom ficar no ponto, esperando uma ligação para uma corrida. O problema é que Copacabana possui uma rede extensa de serviços e lojas. Quando o carro não acha vaga, fica circulando e atrapalha o trânsito.

Bem próximo ao primeiro ponto irregular, encontramos outra concentração ilegal de taxistas. Na esquina das ruas Pompeu Loureiro e Constante Ramos não faltam os amarelinhos.

O mais impressionante ali é que puxaram até uma linha telefônica. Pode isso? A Telemar permite? Fico indignado reclama Horácio Magalhães.

Bem em frente ao ponto ilegal, uma placa da prefeitura autoriza o ponto de táxi, mas, não havia nenhum carro ali.

Situação igual em Botafogo

Considerado um bairro de passagem e com importantes corredores viários da cidade, como as ruas São Clemente e Voluntários da Pátria, Botafogo também convive com a presença de pontos clandestinos de taxistas em suas vias. No início da Praia de Botafogo, próximo à esquina com a Avenida Oswaldo Cruz, eles costumam esperar passageiros, mesmo existindo um ponto, legalizado, bem próximo.

Botafogo é um bairro com muitos carros. Somente na orla, existem cinco paradas para taxistas legais perto das grandes empresas sediadas ali. Somado a isso, ainda temos pontos de ônibus, o que provoca um verdadeiro caos nas nossas ruas ressalta a presidente da Associação de Moradores de Botafogo, Regina Chiaradia. Temos que tirar os táxis ilegais de circulação. Se você perde um celular em um veículo cooperativado, consegue recuperá-lo, o que não acontece com os clandestinos. Já pedimos inúmeras vezes mais fiscalização da prefeitura, mas quase não recebemos respostas.

A Associação de Moradores do bairro ainda não foi recebida pela atual administração municipal para falar do assunto.

Uma operação de combate aos pontos clandestinos e aos taxistas ilegais, sem dúvida, desafogaria a vida dos motoristas opina Marcos Freitas, 29, morador de Copacabana.

Desde janeiro, prefeitura nega autorizações

A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) informou que as permissões para pontos de táxi estão suspensas desde o início de 2009, mas, atualmente, não existe nenhuma ação para combater as concentrações irregulares dos taxistas.

Ao desconfiar de qualquer irregularidade, a população deve denunciar através do telefone da Ouvidoria da SMTR. O telefone é o 2286-8010 lembra o secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão.

Desde o início do ano, a pasta recebeu 212 denúncias sobre táxis piratas ou pontos irregulares. O Rio possui uma frota de 31.500 táxis regularizados. Mesmo assim, não há qualquer estimativa oficial de quantos veículos clandestinos rodem pelas vias da cidade, nem de quantos pontos ilegais existam. Nas ruas, fala-se em 10 mil.

Os pontos piratas e os táxis irregulares, geralmente, ganham mais força à noite ou de madrugada, aproveitando-se do reduzido número de fiscais nesse horário. A participação da população é fundamental reforça Sansão.

Além dos pontos irregulares, a população deve estar atenta aos táxis clandestinos no Rio.

O usuário deve estar atento à placa vermelha, ao selo de vistoria anual (o deste ano é da cor amarela), e ao cartão de identificação do permissionário ou do auxiliar. A Secretaria de Transportes é a responsável pela fiscalização dos transportes modais, como táxis, ônibus e vans afirma a SMTR, em nota. Para realizar ações, nós contamos com apenas 100 agentes. Quando encontramos pontos de táxi irregulares, nós agimos, mas, não fazemos operações para combater essa ilegalidade.

De janeiro até agosto de 2009, período em que Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) foi a responsável por reprimir este tipo de ilegalidade, foram rebocados 720 táxis da frota regular e 76 piratas, além de 1.034 lacrados, durante as operações Choque de Ordem, mas nenhum ponto clandestino foi desarticulado pela prefeitura.