Terceira pane em quatro dias causa novo transtorno nos trens
João Pequeno, JB Online
RIO DE JANEIRO - Pela terceira vez em quatro dias, uma pane causou transtorno aos passageiros de trens do Rio de Janeiro, atrsando a viagem de quem sapia para trabalhar no Centro. Depois da depredação da estação de Nilópolis (Baixada Fluminense), na quarta-feira, e da revolta na Central, na quinta, foi a vez de passageiros precisarem descer no meio da linha férrea logo após deixar um trem que havia parado após enguiçar pouco após deixar às 7h40 de hoje, a plataforma da estação de Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio e que faz parte do ramal Japeri, o mesmo da estação de Nilópolis.
De acordo com a SuperVia, concessionária que administra os trens urbanos da Região Metropolitana do Rio, a operação do ramal Japeri foi restabelecida em cerca de 20 minutos, mas o acúmulo de passageiros na estação fez com que alguns deles se atrasassem em mais de uma hora em seus percursos.
Segundo a concessionária, não houve depredação no nível da ocorrida na quarta-feira, quando passageiros protestaram junto à estação de Nilópolis, ficando quatro horas na linha férrea, e na qual algumas pessoas arrancaram placas, atearam fogo a uma composição na estação de Mesquita e quebraram catracas em Nova Iguaçu todas estas três na Baixada Fluminense e também integrantes do ramal de Japeri.
Apesar de menores, porém, também houve atos de vandalismo hoje, com alguns passageiros quebrando objetos da estação de Ricardo de Albuquerque, como vasos de plantas.
Cinco passageiros passaram mal e foram socorridos por uma ambulância do Samu, entre elas uma grávida de oito meses, que foi levada para o Hospital Municipal Alexandre Fleming, em Realengo (Zona Oeste). Os outros quatro foram encaminhados para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes (Zona Norte).
Morador de Nilópolis, o eletricista Antonio Frâncico de Souza, que, na quarta-feira, desistira de ir ao trabalho devido à paralisação nos trens do ramal Japeri, de 7h40 às 12h50, hoje chegou uma hora e meia atrasado.
Logo depois que saiu da estação de Ricardo, o maquinista parou o trem. Uns 20 minutos depois, ele destravou as portas e desligou o ar, dizendo que não ia prosseguir viagem. Como o trem estava fora da plataforma, começou a pular gente. Idoso, mulher grávida, tudo. Para andar até a estação de Deodoro (onde também passam os trens vindos do ramal de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio), seria muito chão, então todo o mundo voltou para a estação de Ricardo e rolou aquela confusão, entrando na cabine para pedir dinheiro de volta. Alguns chegaram a tacar pedras no trem, o que também já é errado, um erro não justifica o outro contou, acrescentando que a pane ainda atrasou a viagem de outro trem, que vinha logo atrás, e ficou retido na estação. Como o meu trem mal deixou a plataforma, não havia desvio nos trilhos entre um e outro para o seguinte, que cegou uns 10 minutos depois, passar e seguir adiante. Ele precisou ficar parado, esperando. Com isso, muitos passageiros dele também desistiram e saltaram para tenta pegar um ônibus ou dar outro jeito.
Antonio afirma que o trem que enguiçou já chegara lotado e atrasado em Nilópolis, onde mora e foi esperá-lo, às 7h.
Sempre pego a essa hora aos sábados. Ele atrasou 25 minutos, passou às 7h25, entupido. E era trem novo, com ar condicionado e tudo.
