Feijoada, uma preferência internacional
Fernanda Dannemann *, Jornal do Brasil
RIO - Para um estrangeiro no Rio, a feijoada é de lei, tanto quanto ir à praia. Ainda que para aqueles que estão só de passagem o prato possa parecer indigesto, os que vêm à cidade para morar acabam se rendendo à curiosidade e descobrem uma paixão a mais.
A comida aqui é ótima. Na Venezuela, também temos a nossa feijoada, que se chama pavellón diz John Gonzales.
Nossa comida também lembra o país natal ao colombiano Jayme Mejía. Gosto da enorme variedade de frutas, e o feijão é do bom, me lembra o meu país.
Para a argentina Mariela Pellegrini, a comida a quilo foi uma grata surpresa.
Esse esquema é ótimo, variado e rápido, além de evitar desperdício e ser barato. Emagreci dez quilos no Rio.
Exigente com o churrasco, o argentino Angel Rey aprova o espeto brasileiro.
É diferente do nosso, mas também é bom.
A boliviana Guingui, que gosta da gastronomia brasileira, só reclama do tempero.
Detesto o alho que vocês o colocam em tudo.
Enquanto isso, na cozinha do Le Pré Catelan, o chef Roland Villard diz que adora surpreender os cariocas com seu cardápio francês.
O que mais gosto é da feijoada com caipirinha. O Reginaldo, meu braço direito, faz a melhor do Rio. Eu não tenho esta ousadia, é claro: seria uma catástrofe!
* especial para o JB
