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Comandante da PM admite despreparo da tropa

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Caio de Menezes, JB Online

RIO - O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mario Sergio de Brito Duarte, admitiu, nestaterça-feira, o despreparo de sua tropa. As declarações foram motivadas pelos recentes casos de erros de policiais militares, que culminaram na morte de um menino em Barros Filho (Zona Oeste) e em um baleado, depois de ter seu veículo confundido, em Olaria (Zona Norte).

A necessidade de treinamento é gritante, a margem de erro dos PMs é muito grande. Falta capacitação para o uso do armamento e nas técnicas de abordagem.

Segundo o comandante-chefe, por conta do intenso trabalho realizado nas ruas, os policiais deixaram de se atualizar.

Muito do que acontece é por falta de treinamento continuado. Mas a demanda de serviços vindos da rua impede que a atualização e a reciclagem sejam feitas.

Junto com o diretor de ensino e instrução da Polícia Militar, coronel Julio César Ramos, o comandante-geral da instituição anunciou a forma escolhida para qualificar os PMs. No retorno das férias os policiais militares passarão por treinamento teórico e prático, para só depois voltarem as ruas.

Implantaremos duas formas de treinamento, ambas aplicadas nos policiais que retornam de férias. Num primeiro momento os policiais voltarão ao banco escolar para atualização teórica quanto ao uso de arma de fogo e técnicas de abordagem. A outra parte do treinamento abordará os mesmos temas, mas será toda prática. Queremos diminuir os erros com a prática e preparação. Utilizaremos manuais feitos pela Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Indagado sobre como os PMs chegaram ao atual quadro de despreparo, o comandante-geral preferiu não apontar culpados.

Não importa saber se as administrações anteriores são culpadas pelo despreparo. O que realmente importa é o que teremos de fazer, daqui pra frente, para mudar o quadro atual da corporação.

O comandante-chefe da Polícia Militar citou ainda o enxugamento do serviço burocrático dos batalhões, como uma das medidas adotadas para melhor o atendimento a população.

Com o enxugamento dos serviços administrativos, o excedente foi todo colocado nas ruas. Hoje o policiamento é feito com pelo menos 400 homens a mais.