Ordem Pública fecha nove salas no edifício Central
JB Online
RIO - A Secretaria Especial da Ordem Pública deflagrou nesta quarta-feira uma operação no Centro da Cidade contra empresas de fachada. Nove salas no edifício Central, na avenida Rio Branco, que funcionavam com alvarás de empresas de engenharia, marketing e até consultório de terapia holística, exerciam outra atividade: casas de massagem que cobravam de R$ 40 a R$100 por sessão.
Fiscais das subsecretarias de Fiscalização e Operações lavraram auto de infração contra essas empresas que poderão ser interditadas por apresentarem alvará em desacordo com a atividade exercida. O choque de ordem levou cinco clientes e 41 mulheres (todas maiores de idade) para a 5ª DP (Centro). A Seop recebeu as denúncias da subprefeitura e de escritórios que funcionam no edifício Avenida Central de que haveria por trás dessas empresas exploração sexual de mulheres. A polícia, que atuou em conjunto com a operação, vai investigar a atividade dos envolvidos.
Os cinco clientes e as 41 mulheres levados para a 5ª DP foram ouvidos como testemunhas do funcionamento irregular das salas. A polícia abrirá investigação para chegar até os proprietários de onde foram constatadas as atividades ilegais. De acordo com o Código Penal, o proprietário da sala poderá responder ao artigo 230 (exploração sexual), com pena que varia de um a quatro anos de prisão; e artigo 229 (manter casa de prostituição), com pena prevista de dois a cinco anos de reclusão.
A primeira sala a ser lacrada foi a 3320. Ali funcionaria as empresas Kroy e CR2 de engenharia, conforme licenciamento da Prefeitura. No entanto, no momento da ação, a fiscalização se deparou com uma casa de massagens com 12 mulheres e três clientes.
No vigésimo primeiro andar, na sala 2114, a empresa de terapia holística e também de telecomunicações de nome Naja, cinco mulheres e um cliente também foram detidos.
Já na sala 1619, a empresa Personal Vip Massagem, foi denunciada por exceder as atividades estabelecidas por seu alvará. Três mulheres foram encaminhadas à delegacia policial.
Na sala 1526, a fiscalização flagrou três mulheres. Na 2622, nove e na 2735, outras duas.
Apesar de não ter encontrado indícios de que funcionava como casa de massagem, os fiscais descobriram um depósito irregular de papel e cartuchos de impressoras na sala 515, que foi interditada, pois não tinha alvará para tal atividade.
