Abastecimento: água volta, mas é melhor racionar

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Camilla Lopes , Jornal do Brasil

RIO - A Cedae pediu sexta-feira que a população da cidade do Rio e Região Metropolitana estenda até domingo a economia de água que vem sendo recomendada desde a quinta-feira, devido à manutenção na Estação de Tratamento do Guandu. De acordo com a empresa, a água deve ser utilizada moderadamente.

Segundo a Cedae, a medida visa garantir que o abastecimento com a água vinda da estação do Guandu, reaberta à meia-noite de sexta-feira, atinja sua normalidade. A empresa assegurou que 85% do abastecimento aos 9 milhões de usuários do sistema Guandu estavam restabelecidos, mas alguns finais de linha ainda tinham problemas.

Seca em escola

Era o caso da Av. São Sebastião, considerada o ponto mais crítico no abastecimento de água do bairro da Urca, onde os alunos do horário integral da escola NAU não puderam tomar banho.

Embora aqui na escola nós tenhamos um bom reservatório, achei melhor não arriscar, e os alunos ficaram sem banho explicou a diretora da NAU e presidente da Associação de Moradores da Urca (Amour), Celi Paradela. A questão do abastecimento da Cedae aqui no bairro é uma luta antiga dos moradores.

Duas empresas de transporte de água potável via caminhão-pipa alegaram não poder atender aos pedidos da Zona Sul porque não havia estações da Cedae para abastecer os veículos. A Águas Rio Minho, da Ilha do Governador, alegou que não pode operar devido à falta de água nas estações de abastecimento.

Nós atendemos a todo Rio. Nesta sexta-feira, recebemos ligações de todas as regiões da cidade, inclusive da Zona Sul, mas não atendemos hoje porque não há água nas estações afirmou o gerente da empresa, Mário Maquieiros. A Águas Boas, com sede em Jacarepaguá, também disse não poder atender às solicitações pelo mesmo motivo.

Água mais cara

Na quinta-feira, primeiro dia de desabastecimento do Guandu, quem precisou de caminhão-pipa e conseguiu encontrar um, pagou até três vezes mais caro.

Foi o caso da lancheteria Lebronx, no Leblon, precisou se reabastecer por volta das 23h de quinta para não fechar cedo. O caminhão que a serviu com 10 mil litros de água, saiu da estação da Cedae em Santíssimo, na Zona Oeste.

Segundo um dos sócios da Lebronx, Marcelo Viana, a água do carro-pipa custou R$ 600, quando normalmente a mesma quantidade sai em torno de R$ 200.

É a lei da oferta e da procura ressaltou.