Cidade da Música: promotor deverá denunciar Cesar Maia

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Jornal do Brasil

RIO - Uma equipe do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro visitou quarta-feira as instalações da Cidade da Música, na Barra da Tijuca, e, ao final, o promotor Gustavo Nogueira afirmou que o ex-prefeito Cesar Maia e o ex-presidente da RioUrbe João Luiz Reis da Silva deverão ser denunciados em ação civil pública por improbidade administrativa e irregularidades no contrato para a construção.

Acompanhado da arquiteta Suzan Nigri e do engenheiro Pedro Brasil, ambos peritos do Grupamento de Apoio Técnico Especializado (Gate), o promotor foi recebido no local pelo Secretário Municipal de Obras, Luiz Antônio Guaraná, e o presidente do Riocentro, Alberto Guimarães Júnior.

Todas as instalações do complexo foram visitadas e fotografadas, e a equipe comprovou a existência de muitas falhas, que podem até comprometer a segurança dos visitantes, como equipamentos de metal já oxidados e uma estrutura de vidro dos camarotes, cuja ponta pode provocar ferimentos. Segundo a arquiteta Suzan Nigri, os banheiros não oferecem condições adequadas de acesso para deficientes físicos e no piso do salão principal há graves erros de acabamento. O pouco espaço entre os assentos também chamou a atenção do grupo.

O Promotor Gustavo Nogueira mostrou-se insatisfeito com o fato de a Cidade da Música ter sido inaugurada em dezembro de 2008 sem, no entanto, estar em condições adequadas.

Nossa equipe já verificou algumas falhas, que podem ser apontadas como erros no projeto. Agora, nós também estamos preocupados com a forma com que o dinheiro público foi empregado na inauguração. Cada ilegalidade encontrada será denunciada na Justiça afirmou o promotor.

Deterioração

Luiz Guaraná e Alberto Guimarães mostraram a planta arquitetônica, concebida pelo francês Christian de Portzamparc, e disseram que diversos materiais, entregues com muita antecedência a maioria importados estão armazenados em locais inapropriados e correm o risco de terem os prazos de garantia vencidos, o que implicaria mais gastos com sua possível substituição.