Sinal aberto para as placas de Pet

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Marcelo Migliaccio, JB Online

RIO - Começou ontem a substituição gradual das atuais placas de orientação e regulamentação do trânsito, feitas de alumínio fundido, por outras de politereftalato de etileno, mais conhecido como pet. Às voltas com furtos de 1.200 placas por ano, a CET-Rio está investindo em 2009 R$ 400 mil no programa.

As placas feitas de pet, além de serem ecologicamente corretas, não oxidam como as de alumínio, custam 20% menos e têm o mesmo efeito visual justifica a presidente da CET, Claudia Antunes. O melhor de tudo é que elas não tem valor algum de revenda.

Segundo Claudia, o objetivo não é substituir todas as placas, mas só as que forem furtadas ou vandalizadas.

Constatamos muitos roubos na Zona Norte e também na Zona Sul. Tem gente que até decora o quarto com elas, vê se pode? Deveriam mandar fazer uma e não roubar critica a presidente da CET.

Se forem contabilizados também os furtos e a destruição de sinais luminosos, o prejuízo anual da CET com sinalização ultrapassa R$ 1,2 milhão.

Os sinais são vendidos a empresas que os revendem a prefeituras de outros municípios, segundo denúncias que recebemos no ano passado.

Um dos locais onde mais se registram atentados contra a sinalização é a Rua Uranos, que liga os bairros de Bonsucesso, Ramos e Olaria, na Zona Norte. São consertados, por ano, cerca de 540 blocos semafóricos e 360 postes em toda a cidade.

Em relação aos sinais luminosos, adotamos as medidas de colocá-los em posições mais altas nos postes e prendê-los com dois parafusos em vez de um, para dificultar a retirada. Geralmente, são os chamados repetidores, que ficam nas laterais das calçadas, os mais visados revela Claudia Antunes.

Fabricadas por empresas contratadas pela prefeitura, as placas em pet são a terceira geração. Inicialmente, as placas verdes que apontam a direção dos bairros, e as redondas (contramão etc) eram confecionadas em ferro, substituído depois pelo alumínio, mais leve e resistente.

As placas feitas de pet têm boa durabilidade e contribuem para que haja menos sujeira em rios, mares e lagoas lista Claudia Antunes.

Outro problema que afeta a sinalização e, consequentemente, o trânsito carioca, é o roubo de cabos, para revenda do cobre, o que acaba deixando apagados muitos sinais de cruzamentos da cidade. Além dos cabos roubados, quando a fibra ótica passa pelo mesmo duto também é cortada. Isso gera problemas de comunicação com o centro de controle e interrupção nas imagens captadas pelas câmeras de monitoramento do tráfego.