Aroma de jasmim a caminho da praia em Copacabana

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Ana Paula Verly, Jornal do Brasil

RIO - O mau cheiro para quem passa pela Rua Francisco Sá a caminho da Avenida Atlântica, em Copacabana, está perto do fim. A promessa foi anunciada com pompa nesta terça-feira pelo presidente da Cedae, Wagner Victer, diante do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes, durante a assinatura do contrato para início das obras de reforma e instalação de equipamentos para a eliminação de odores na elevatória de esgoto de Parafuso, no Posto 5 da Praia de Copacabana. Além de acabar definitivamente com o odor desagradável, a reforma, com início na próxima semana, vai modernizar o visual da elevatória.

Quando estiver funcionando, o sistema vai exalar aroma perfumado, nos finais de semana. Assim, a pessoa vem curtir a praia e, em vez de mau cheiro, vai respirar aquele cheirinho de jasmim ou eucalipto, para compensar os anos de mau cheiro comemorou Victer.

Sérgio Cabral deu um prazo de cinco meses para dar fim ao cheiro ruim. O governador disse que a população se acostumou com à situação, assim como acontece em relação a outros problemas da cidade, como a milícia e o tráfico de drogas.

Nunca compreendi o porquê desse mau cheiro. Não é normal. Um dia liguei para o Victer e disse: Não é possível esse cheiro . Ninguém vem lá do hemisfério Norte para sentir esse cheiro comentou o governador, sobre a má impressão causada nos turistas.

O sistema de controle de odores vai fazer uma lavagem química dos gases provenientes do esgoto bombeado pela estação elevatória de Parafuso. Os gases serão encapsulados e encaminhados a um sistema de lavagem antes de serem devolvidos ao meio ambiente.

Com a prefeitura e Vigilância Sanitária, a Cedae passará a fiscalizar, a partir da semana que vem, hotéis, residências e estabelecimentos comerciais de Copacabana para identificar ligações clandestinas de esgoto. As próximas áreas a passarem pela fiscalização serão Botafogo, Centro e Lapa onde a poluição do ambiente é mais crítica porque milhares de estabelecimentos, que antes eram residências, tornaram-se comércio sem adaptar a rede de esgoto.

Os imóveis que tiverem irregularidades, como falta de limpeza e existência de caixa de gordura, serão notificados e, se não tomarem a devida providência, serão punidos. No caso de estabelecimento comercial, a vigilância sanitária poderá interditar o lugar.