Obras na Providência estão paradas por falta de material
JB Online
RIO - As obras do Projeto Cimento Social no Morro da Providência, na Saúde, estão paralizadas por falta de material. Apenas dez das 32 casas que seriam reformadas através de mutirão foram concluídas. O tribunal Regional Eleitoral julga recurso da Advocacia Geral da União, para a liberação da verba.
Responsáveis pela obra reclamam da falta de material e dizem que o dinheiro levantado pela prefeitura com empresários, ainda não apareceu:
- Fica chato porque precisamos do trabalho e fica difícil sem a resposta do TRE e do Marcelo Garcia, secretário estadual de Assistência social, que levantou um fundo de R$ 100 mil que ainda não foi depositado na conta da Associação de moradores -explica Alex dos Santos, responsável pelas obras, em entrevista à Rádio Band News.
No fim de junho, o TRE embargou a obra na Providência por entender que a obra tinha cunho eleitoral, envolvendo o senador e candidato a prefeiotura do Rio pelo PRB, Marcello Crivela.
Nesta quarta-feira, o juiz Marcello Granado, da 7ª vara criminal revogou a prisão a prisão preventiva do cabo Samuel de Souza Oliveira, do sargento Bruno Eduardo de Fátima e do soldado Eduardo Pereira de Oliveira, dentre os onze militares envolvidos na morte de três jovens no Morro da Providência.
O juiz fundamentou sua decisão no fato de que, em princípio, ele entende que o soldado e o sargento não teriam participado da detenção das vítimas, e o cabo não teria contribuído para esse evento de forma relevante. Por isso, concluiu o magistrado que não haveria receio de que ele possam ameaçar testemunhas moradoras da localidade.
Na decisão, o juiz também alegou que em outros momentos os três permaneceram em situação de obediência hierárquica ao tenente Vinícius Ghidetti de Moraes Andrade sem que isso tenha contribuído para a morte dos 3 jovens entregues a traficantes de uma facção rival do Morro da Mineira.
