Condenado bando por roubo que matou adolescente

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Portal Terra

RIO - A juíza Andréa Fortuna Teixeira, da 35ª Vara Criminal do Rio, condenou cinco homens que participaram do assalto a uma estação do metrô na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, em 2003. O crime culminou em um tiroteio em que morreu a estudante Gabriela Prado Maia Ribeiro, 14 anos.

Luiz Augusto Castro de Souza, o "Lídio", foi condenado a 24 anos de reclusão e 180 dias-multa por roubo com lesão corporal grave - três vezes; Luiz Carlos Ferreira da Silva, o "Quengão ou Globão", a 36 anos de reclusão e 263 dias-multa por roubo com lesão corporal grave e concurso de pessoas - três vezes - e por roubo; Carlos Eduardo Soares Ramalho, o "Nego", a 19 anos de reclusão e 150 dias-multa por roubo com lesão corporal grave - duas vezes; Rafael Gomes, o "Gago", a 18 anos de reclusão e 140 dias-multa por roubo com lesão corporal grave - três vezes - e Paulo de Souza Magalhães da Silva, o "Paulinho", a 34 anos de reclusão e 246 dias-multa, por roubo com lesão corporal grave - três vezes - e por roubo.

O regime inicial para cumprimento de todas as penas será o fechado. Os réus não poderão apelar em liberdade, com exceção de Luiz Carlos Ferreira da Silva. Segundo a juíza, após obter a liberdade, ele não deixou de comparecer a nenhum ato do processo e manteve atualizado o endereço de sua residência nos autos, demonstrando que não pretende se furtar à aplicação da lei penal.

No dia 25 de março de 2003, por volta de 15h30, o grupo roubou R$ 619 da bilheteria da estação do metrô na rua São Francisco Xavier, na Tijuca, cuja concessão pertence à Opportrans Concessão Metroviária, além de bilhetes de viagem e vales-transporte.

Luiz Carlos e Carlos Eduardo, com armas de fogo, renderam dois bilheteiros e um segurança, fazendo-os entregar todo o dinheiro existente nas bilheterias. Luiz Augusto e Paulo, também com armas de fogo, permaneceram próximos às bilheterias para garantir a execução da ação.

Em seguida, o grupo se deparou com Renato Lemos Naiff, policial civil do Distrito Federal que se encontrava no local para comprar um bilhete. Ao perceber que o policial tinha um volume embaixo da camisa e imaginando ser uma arma, Carlos Eduardo o rendeu, aplicando-lhe uma gravata.

Luiz Carlos, então, efetuou vários disparos contra Naiff, causando-lhe lesões corporais graves. Percebendo que ele estava no chão em razão dos ferimentos, Carlos Eduardo pegou sua arma.

Quando estava em fuga, o grupo rendeu Luiz Carlos da Costa Carvalho Neto, policial civil do Rio que descia as escadas, havendo troca de tiros, que feriram o policial e mataram a estudante Gabriela, que também descia as escadas no momento.

Logo após, na rua Doutor Satamini, Luiz Augusto, Luiz Carlos e Paulo roubaram um veículo. Os demais fugiram pelos trilhos do metrô.