Deputado Natalino responde às acusações de delegado da 35ª DP
Ludmilla Rabello, JB Online
RIO - O deputado estadual Natalino (DEM), acusado pelo delegado titular da 35º DP (Campo Grande), Marcus Neves, de ser junto com o irmão, o vereador Jerominho, mandante do ataque à delegacia, nesta quarta-feira, chamou o delegado de 'doente mental', 'irresponsável', e 'mentiroso'.
- Ele é um mentiroso, um desequilibrado mental, que não investiga os verdadeiros bandidos, que a essa hora devem estar fazendo churrasco e comemorando. O Marcus Neves foi colocado na delegacia para perseguir nossa imagem. Toda vez que se aproximam as eleições, eu e Jerominho sofremos perseguição de pessoas maldosas - disse Natalino.
Neves voltou a dizer, nesta quinta-feira, que o ataque à delegacia foi obra das milícias e teria como mandantes Natalino e Jerominho, que está preso por formação de quadrilha e envovimento com milícias na Zona Oeste. O deputado Natalino também está sendo investigado por formação de quadrilha.
- O deputado Natalino e o vereador Jerominho são os cabeças desse grupo, e foram os mentores intelectuais do ataque à delegacia - disse Neves, em entrevista a Rádio CBN.
O deputado desmentiu as acusações, e ameaçou processar o delegado. Ele disse que está sendo perseguido desde que fez uma denúncia contra a Polinter.
- Não tenho ligação com qualquer atividade criminosa, tenho ligação com o povo. Vou processar o delegado, que é um hoemm sem honra, um despreparado que deixou Campo Grande abandonado - disse Natalino à Radio CBN.
O deputado disse ainda, que desconfia que a bomba tenha sido plantada, 'já que fez um grande estrago, e ninguém ficou ferido'.
O delegado Marcos Neves declarou nesta quarta-feira que acredita que o atentado à delegacia tenha ligação com as prisões de cinco pessoas ligadas ao comando de milícias da Zona Oeste. Entre os presos estão o sargento da Polícia Militar, Carlos Eduardo Benevides e o cabo do Exército, Walace Luide da Silva.
Uma bomba de fabricação caseira foi jogada contra a 35º DP(Campo Grande)por ocupantes de um carro, que estava em cima do viaduto de Campo Grande, na madrugada desta quarta-feira. Com a explosão, os vidros da porta da delegacia foram estilhaçados, paredes e tetos ficaram com buracos.
