Mais um policial denunciado pelo MPF se entrega na Polícia Federal
JB Online
RIO - Mais um policial civil denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Rio de participação em uma organização criminos que atuava com contrabando, lavagem de dinheiro e contrabando e extorsão se entregou agora há pouco, na sede da Polícia Federal, na Praça mauá Zona Porutária do Rio. O ex-chefe de Polícia Civl, delegado Ricardo Hallack, chegou acompanhado de advogados. Dos sete mandados de prisão expedidos, apenas um ainda não foi cumprido.
Com base nas denúncias do MPF, a PF desencadeou nesta quinta-feira a Operação Segurança Pública S.A. O ex-chefe de Polícia Civil e deputado estadual Álvaro Lins foi preso em flagrante em seu apartamento em Copacabana. Os policiais federais também estiveram na casa dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, em Campos, no Norte Fluminense, cumprindo um mandado de busca e apreensão. Um laptop foi apreendido. Garotinho é acusado pelo MPF de garantir policiticamente a manutenção do grupo de Álvaro Lins à frente de posições estratégicas dentro da corporação.
- Ele dava respaldo político para a manutenção de pessoas ligadas ao Álvaro Lins na Secretaria de Segurança Pública. Sem a participação dele, a quadrilha não conseguiria se manter na Polícia Civil - explicou o procurador Paulo Fernando Correa.
Além de Álvaro Lins também foram presos em flagrante sua ex-mulher Luciana Gouveia dos Santos e seu sogro, Francis Bulo. Dos sete mandados de prisão expedidos pela justiça, ainda não foram encontrados os polciais Helio Machado, conhecido como Helinho, e Luiz Carlos dos Santos. Além de Hallack, foram presos pela PF o inspetor Mario Franklin Mustange, conhecido como Marinho, e o policial Alcides Campos Sodré, conhecido como Alcides Cabeção. Dois mandados de prisão foram cumpridos automaticamnete, já que os acusados já se encontravam presos na PF.
A Mesa Diretora da Alerj se reuniu no início da tarde desta quinta-feira para discutir que atitude tomar com relação da prisão de Álvaro Lins. A Alerj aguarda notificação da justiça para se posicionar. Os cerca de 15 parlamentares, no entanto, voltam a se reunir nesta sexta-feira, às 10h, na Alerj. Eles querem saber em que circunstâncias ocorreram a prisão do ex-chefe de Polícia Civil, acusado pelo Ministério Público Federal de comandar uma organização criminosa que usou a estrutura da Polícia Civil do Rio para praticar lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção.
Segundo a assessoria de imprensa da Alerj, caso o órgão constate irregularidades ou arbitrariedades na prisão de Álvaro Lins, poderá através da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pedir a revogasção da prisão. Seria expedido um requerimento para votação em plenário. A liberdade do ex-delegado seria aprovada com a aprovação de 50% mais um dos paralamentares, o que na Alerj representaria 36 votos.
