Temporal causa morte, deslizamento, falta de luz e caos no trânsito
Agência JB
RIO - A chuva que cai no Rio desde a tarde de terça-feira causou um deslizamento de encosta sobre uma das galerias do Túnel Rebouças e provocou a interrupção da via, provocando um verdadeiro caos nas principais ruas e avenidas do Centro e das zonas Norte, Sul e Oeste da cidade. De acordo com Defesa Civil, pelo menos uma pessoa morreu em Mesquita e crianças que ficaram ilhadas em uma escola tiveram que ser resgatadas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Por volta das 16 horas, a terra começou a deslizar, mas para tentar facilitar a ida dos motoristas para a casa, o túnel só foi interditado às 22h. Nesta manhã, os trabalhos de contenção foram iniciados por Enquanto técnicos da Geo-Rio, da Defesa Civil, da Comlurb e da Coordenadoria de Vias Especiais (CVE), um novo deslizamento por volta das 9h interrompeu os trabalhos. Por volta das 12h30 um novo deslizamento ocorreu. Desta vez uma grande quantidade de terra atingiu a pista. São cerca de cem toneladas de terra. O túnel não será reaberto nesta quarta-feira.
O sistema Alerta Rio, da Secretaria de Obras do Município, informa que, até o início da tarde, em quase todas as estações pluviométricas da cidade, o acumulado de chuvas nas últimas quatro horas supera o do mês de outubro. No Grajaú, choveu 80 milímetros nas últimas quatro horas, na Tijuca 82 mm, em Laranjeiras 65,2 mm e, em São Cristóvão, 75,8mm.
Segundo o Instituto Nacional de Metereologia, a chuva vai continuar caindo na cidade e a frente-fria deve ficar no Estado até sexta-feira. A mínima é de 18 e a máxima de 29 graus.
Várias equipes da Light estão nas ruas para restabelecer a energia em algumas ruas que ficaram sem luz por causa da chuva. A subestação de Copacabana, na Zona Sul, desligou, deixando as ruas do bairro sem energia. A empresa informa que o problema já foi resolvido. Os sinais de trânsito também estão apagados em vários pontos. Falta luz também nas localidades do Anil e Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. O mesmo acontece na Barra da Tijuca, em Cosmos, Santa Teresa e no bairro da Tijuca. A companhia ainda não tem previsão de quando a energia será restabelecida nestes bairros.
E a defesa civil municipal registrou nas últimas horas 55 ocorrências sendo a maioria para infiltrações e rachaduras em residências. A defesa civil decretou estado de alerta para o Rio. A Guarda Municipal e a Prefeitura aconselham às pessoas a ficarem em casa, porque a cidade literalmente deu um nó no trânsito e vários pontos estão alagados, como na Avenida Paulo de Frontim, no Rio Comprido, e Praia de Botafogo, na Zona Sul.
O trânsito está parado no Aterro do Flamengo, na altura do MAM, nas pistas sentido Praça Mauá. No Centro, o tráfego ficou lento nas avenidas Rio Branco, Presidente Vargas, Francisco Bicalho, o Elevado da Perimetral e Viaduto do Gasômetro. O rio Maracanã, na Tijuca, transbordou e a Radial Oeste ficou completamente parada. Na Zona Sul, o trânsito ficou problemático na Rua Jardim Botânico, na Rua Humaitá, na Voluntários da Pátria, nas avenidas Epitácio Pessoa, Borges de Medeiros, Nossa Senhora de Copacabana e Auto Estrada Lagoa-Barra.
Por conta da chuva, a concessionária que administra o Metrô funcionou com 100 por cento da capacidade. As composições saíram com intervalos de quatro minutos na linha um, que liga o Centro à Zona Sul e de quatro minutos e meio na linha dois, que liga o Centro à Zona Norte. Agora, o intervalo de saída do Metrô é de seis minutos.
As Barcas funcionam normalmente e não houve aumento significativo do número de passageiros, segundo a empresa. Devido à forte chuva, a SuperVia informa que a velocidade dos trens foi reduzida e, por isso, a circulação está com pequenos atrasos em todos os ramais. A empresa ressalta que está operando com 100 por cento da frota.
A interdição do Túnel Rebouças provocou reflexos ainda nas saídas da ponte Rio-Niterói, para quem segue em direção ao Rio. O fluxo no sentido Niterói está normalizado.
