Posto de saúde 24 horas na Maré terá leitos de observação

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Agência JB

RIO - A Unidade de Pronto-Atendimento 24 horas (UPA) que será inaugurada no dia 30, na comunidade da Maré, preencherá as lacunas deixadas pela falta de núcleos emergencias para atendimento de casos menos graves. A informação é do secretário de estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes. O novo posto de saúde vai oferecer à comunidade atendimento clínico, ortopédico, dentário e pediátrico e terá leitos de observação.

- Nós temos os postos de saúde da prefeitura que funcionam de 8h às 17h e têm consulta marcada, e temos os grandes hospitais de emergência. O paciente que chega em casa às 22h com uma forte dor de cabeça e diarréia, por exemplo, procura um hospital de emergência. Por isso, temos filas enormes nestes hospitais. Os postos de pronto-atendimento vão atender esta demanda, explicou.

De acordo com Côrtes, após a consulta, o paciente poderá ir para casa ou ficar em observação por no máximo 24 horas. Leitos temporários estarão disponíveis na unidade.

- A comunidade da Maré ía direto para o hospital Getúlio Vargas ou o de Bonsucesso. Hoje, se o paciente estiver, por exemplo, com um quadro de diarréia muito forte, ele poderá fazer exames e, após o diagnóstico, será liberado para casa ou ficará em observação. Na UPA 24 horas, leitos permitirão que o paciente fique em observação por até 24 horas. Após este tempo, o médico decidirá se é necessário que o paciente seja transferido para um grande hospital de emergência, afirmou.

Cortês explicou ainda que em situações de grande emergência, a equipe de profissionais de saúde da unidade de pronto-atendimento entrará em contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

- Os Upas terão hospitais de referência e a vaga do paciente estará garantida com o acionamento do Samu. Mas isso é em último caso. Já terá sido feita a triagem, a avaliação deste paciente, informou.

Côrtes explicou também que, em casos de acidentes graves como os de trânsito ou mesmo em situações em que há pessoas baleadas, a unidade que terá uma sala vermelha auxiliará os pacientes.

- O ideal é que nestas situações os pacientes sejam direcionados para os hospitais de grande emergência. De qualquer forma, criamos na unidade uma sala vermelha com equipamentos para manter a situação sob controle até que o doente seja transferido. Mas é importante deixar claro que casos como estes devem ser atendidos pelos médicos dos grandes hospitais. O papel do UPA é fazer o atendimento daqueles 80% de pessoas que estão nas filas das grandes emergências, mas que poderiam estar sendo atendidos em unidades de saúde menores, completou.

O secretário garantiu ainda que não há resistência dos moradores e que a violência existente na comunidade da Maré não impedirá o funcionamento da unidade.

- Tivemos uma reunião com a comunidade no sábado e eles estão querendo que o estado esteja presente. Claro que existem bandidos e traficantes, mas a maior parte dos moradores da Maré é de pessoas trabalhadoras, que estão querendo que o poder público cumpra o seu papel de atendimento à população, completou.

As informações são da Secretaria de Comunicação do governo do estado.