Roubos e furtos afastam cariocas da Quinta da Boa Vista
Aline Nascimento, Agência JB
RIO - O Parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, é uma opção de lazer para muitos cariocas. Cerca de 30 mil pessoas passeiam pelo local nos fins de semana. Mas o que seria um dos redutos de tranqüilidade na cidade agora sofre com a falta de segurança. Com medo da violência, em função dos cada vez mais freqüentes assaltos e furtos, moradores e turistas vêm deixando de visitar o histórico parque.
A advogada Rafaela Corrêa, moradora de Copacanana, diz que já ouviu várias histórias de assaltos à luz do dia, inclusive nos fins de semana. Diante do iminente perigo, desistiu de levar o filho para passear no parque da Quinta.
É uma pena a gente ter um parque desses, tão bonito, e não poder usufruir por causa da violência. Vamos ao Zôo, que meu filho adora e é mais seguro. Mas no parque não podemos mais passear desabafa a advogada.
A segurança da área é feita pela Guarda Municipal. Apenas dez homens atuam no local das 7h às 19h. Segundo o administrador da Quinta, Maurício Mendes, a Guarda é responsável, no entanto, pelo patrimônio e trabalha com apoio do 4º BPM (São Cristóvão) e da 17ª DP, do mesmo bairro. As principais ocorrências no local são furtos de máquinas fotográficas, celulares e filmadoras, principalmente durante a semana, quando o parque está mais vazio.
Às vezes, menores uniformizados, fingindo que são estudantes, entram para assaltar e não sabemos o que vão fazer. Eles normalmente não estão armados diz Maurício.
Dentro do parque funciona ainda o Museu Nacional, administrado pelo governo federal e com segurança própria, além do Jardim Zoológico, que também conta com guarda particular.
A manutenção do parque, como poda de árvores, plantio de mudas, conserto de calçadas, grades, além da parte elétrica, é feita por uma empresa particular. Quando há necessidade, a administração pede ajuda à Fundação Parques e Jardins ou à Comlurb. A Divisão de Conservação informa que também tem um plano para limpeza dos córregos, principalmente para a Gruta dos Amores.
Outro problema da área são os moradores de rua que dormem nos bancos, mas o administrador Maurício Mendes argumenta que esse não é um problema exclusivo do parque, mas, sim, uma questão social.
A própria Constituição dá o direito de ir r vir. Não podemos proibir, apenas procuramos monitorá-los para que não façam nada contra o usuário do parque afirma o administrador, em tom resignado.
