Manifestção em Copacabana mobiliza vítimas da violência

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Duilo Victor, Agência JB

RIO - A Praia de Copacabana foi palco de mais uma manifestação contra a violência e a morte do menino João Hélio Fernandes Vieites, no dia 7. Apesar de carregarem faixas e cartazes com nomes das vítimas de violência, as 39 pessoas que participaram do protesto não conseguiram mobilizar banhistas e pedestres que aproveitavam o dia ensolarado de mais de 30 graus.

Os manifestantes, alguns já haviam participado da passeata de quarta-feira no Centro, saíram por volta das 10h da Avenida Atlântica, na altura do Forte de Copacabana até a esquina da Rua Siqueira Campos. Entre os manifestantes, destacava-se a consultora Maria de Fátima Amorim, 56 anos, vítima de arma de fogo um dia depois do assassinato do menino João Hélio, por volta das 6h30:

Estava na Praia de Botafogo, esquina com a Rua Farani, quando três menores, um deles armado, mirou para mim a uns 10 metros e atirou.

A bala passou pelo braço direito da moradora de Botafogo que estava em um Audi. Depois de ser atendida na Policlínica de Botafogo, Maria de Fátima registrou queixa na delegacia. Uma patrulha da Polícia Militar que estava na Praia de Botafogo conseguiu deter os menores: dois de 17 anos e um de 14. O trio tentava fugir pelo Túnel Santa Barbara e, de acordo com policiais civis ouvidos por Maria de Fátima, eram moradores do Catumbi.

Temos que mudar a legislação para que esses monstros sejam punidos revolta-se a vítima. Monstros não têm idade.

Maria de Fátima elogiou a eficiência da polícia e disse que quando soube da missa em memória de João Hélio, quarta-feira, na Candelária, foi agradecer ter sobrevivido e prestar solidariedade à família do menino.