Polícia procura bandidos que arrastaram criança em um carro

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Portal Terra

RIO - Agentes da Polícia Civil e do Serviço Reservado (P-2) do 9º BPM (Rocha Miranda) esperam identificar e prender ainda na manhã desta quinta-feira os autores do bárbaro assassinato do menino João Hélio Fernandes, 6 anos, na noite desta quarta-feira.

A vítima foi arrastada por 7 quilômetros e atravessou quatro bairros, presa ao cinto de segurança do Corsa prata que foi roubado próximo à praça do Patriarca, em Osvaldo Cruz, zona norte da capital fluminense, onde os bandidos interceptaram o veículo.

No carro, dirigido pela mãe de João Hélio, estavam ele, a mãe, a irmã de 13 anos, e uma amiga da família. As três mulheres conseguiram sair do veículo, mas o menino, que estava no banco traseiro, teve dificuldade para sair, ficou preso ao cinto de segurança e foi arrastado de Osvaldo Cruz até a rua Caiari, uma via sem saída, no bairro de Cascadura, zona norte, onde o corpo foi encontrado junto ao carro.

O Corsa foi deixado estacionado e fechado pelos bandidos, que foram vistos por moradores, caminhando até a escadaria, para onde fugiram.

De acordo com a polícia, algumas testemunhas, entre elas um motoqueiro que seguiu os criminosos por diversas ruas, estiveram na 28ª DP (Campinho), onde o crime foi registrado, mas não reconheceram os criminosos através de fotografias.

A polícia, no entanto, tem informação de que os bandidos seriam do Morro São José ou da favela da Fazendinha - duas pequenas favelas em Cascadura. Segundo moradores da localidade, os criminosos devem conhecer muito bem o local porque somente quem mora próximo, sabe da existência da escadaria que é um caminho em direção ao morro São José.

O corpo de João Hélio Fernandes continua no Instuto Médico Legal (IML), no centro da cidade. Nenhum parente apareceu para liberar o corpo para o enterro até o início da manhã desta quinta-feira.

De acordo com policiais, a mãe do menino está em estado de choque e teria seguido com a filha para a casa de parentes, em Jacarepaguá, na zona oeste.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou nesta quinta-feira que está chocado com a morte do menino. Ele se solidarizou com a família, que perdeu "barbaramente a criança", segundo Cabral.

Ele justificou o crime alegando que a Secretaria de Segurança vem tentando aumentar o policiamento em várias áreas.