Minc mantém proibição de banho na Barra
Agência JB
Rio - O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, anunciou hoje que o trecho inicial da Praia da Barra continuará interditado, sem previsão para liberação. Após a reunião com especialistas para discutir a poluição da Praia da Barra pelas cianobactérias Microcystis aeruginosas, Minc anunciou que o esquema de interdição da região será reforçado neste fim de semana, com fiscais da Feema e salva-vidas que distribuirão folhetos explicativos sobre a importância de se evitar o banho.
Na semana que vem, será realizada uma operação de repressão a lixões ilegais que poluem as lagoas da Barra, em ação conjunta da da Feema e do Batalhão Florestal. Os lixões irregulares que poluem o complexo lagunar ficam em Curicica, Gardênia Azul, Rio das Pedras e Muzema.
Exames realizados nesta quinta-feira pela Feema detectaram que está baixo o nível de concentração das cianobactérias no trecho inicial da praia, embora continue alto o nível no complexo lagunar da Barra. Como está prevista para a madrugada desta sexta uma variação muito grande da maré, com um movimento de saída das águas das lagoas para o mar, a interdição do trecho da praia será mantida, por precaução.
A secretaria solicitará à Prefeitura do Rio de Janeiro e à Cedae informações sobre o andamento de obras de saneamento na favela Rio das Pedras, para saber se será necessária a construção de uma pequena estação de tratamento de esgoto na foz do Rio das Pedras, que deságua na Lagoa do Camorim.
Serão tentados mais recursos do Fecam para obras de desassoreamento da Lagoa da Tijuca, para aumentar a circulação de suas águas e, assim, diminuir a concentração das cianobactérias. A partir de medidas compensatórias com empresas, serão aumentadas as ecobarreiras (que impedem a chegada de lixo nas lagoas, vindas dos rios da bacia), de duas para oito.
Os pescadores da região serão empregados neste trabalho, retirando lixo acumulado, como fonte alternativa de renda. Por sua vez, será requisitado à Vigilância Sanitária que fiscalize a venda de tilápias capturadas na região, que está proibida.
Por precaução, já que existe previsão de uma variação de maré muito forte, o trecho inicial da Praia da Barra.
A chefe da Divisão de Qualidade de Água da FEEMA (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), Fátima Soares, explicou hoje a manutenção da interdição de um trecho de 200 metros da Praia da Barra. O resultado da última análise, mostrou que a presença das microcistinas diminuiu, mas que a proibição de banho de mar ainda continua.
- As medições para ver o grau das substâncias tóxicas são feitas diariamente e o último relatório apontou que elas estão diminuindo, mas que a presença de banhistas dentro da água ainda não está liberada, explicou.
As informações são da Secretaria de Comunicação da governo do estado.
