Mostras de Cinema e Sessões extras - 23 a 29 de dezembro
CINEMA FRANCO-ÁRABE - Com curadoria de João Juarez Guimarães, a mostra apresenta 28 longas-metragens de ficção, quatro documentários e seis curtas, realizados por descendentes de imigrantes árabes, radicados na França, que se dedicaram-se ao cinema e passaram a produzir, a partir dos anos 80, obras vigorosas que refletem a realidade em que vivem, como o duro cotidiano dos bairros populares e a problemática integração na sociedade francesa, revelando um país multifacetado em busca de conciliação e identidade. Centro Cultural Banco, Rua Primeiro de Março 66, Centro (3808-2020). Sala de Cinema 2: 50 lugares. Cinepasse: R$ 6 e R$ 3 (meia), válido durante a mostra, para acesso às sala de cinema 1 e 2, por meio de senhas. As senhas deverão ser retiradas 1h antes de cada sessão. Até 28 de dezembro.
Sexta (23/12), às 16h30: Lila diz, de Ziad Doueiri (França-Reino Unido, 2006. 89 min. 18 anos). Num bairro pobre de Marselha onde um filho de imigrantes árabes com pretensões a ser escritor, interessa-se pela nova vizinha, uma linda loura que veio morar com a tia. A beldade corresponde às investidas do muçulmano contando detalhes escabrosos de sua supostamente precoce vida sexual. Grande Prêmio do Júri – Mostra Cinema do Mundo/Sundance Festival
Sexta (23/12), às 18h30: Pais, filhos e etc., de Michel Boujenah (França-Canadá, 2003. 95 min. 12 anos). Em Pai, filhos e etc, rodado no Canadá, o genial Phillipe Noiret ao completar 70 anos finge uma grave doença com o objetivo de reconciliar os três filhos que vivem em constante desavença. Primeiro filme como diretor do ator tunisiano Michel Boujenah, que trabalhou em 37 títulos, numa carreira iniciada em 1980, entre eles o grande sucesso do cinema francês dos anos 1980, Três homens e um bebê (1985), de Coline Serreau. César de Melhor Primeiro Filme.
Terça-feira (27/12), às 16h30: Um homem perdido, de Danielle Arbid (França, 2007. 93 min. 14 anos). O filme investiga a relação que se estabelece entre o fotógrafo francês Thomas Koré e o árabe Fouad Saleh. Koré viaja pelo mundo registrando suas experiências sexuais com prostitutase Saleh, desaparecido de casa há muitos anos, vaga desmemoriado pelo Oriente Médio. Curioso sobre o passado do árabe, o francês convida-o para acompanha-lo numa viagem ao Líbano, Síria e Jordânia onde dará continuidade ao seu trabalho com prostitutas e Saleh será seu interprete. A crítica encontrou ecos do sofisticado cinema de Antonioni e Kiarostami neste road-movie da libanesa radicada na França, Danielle Arbid.
Terça-feira (27/12), às 18h30: Rachel, de Simone Bitton (França/Bélgica, 2009. 100 min. 14 anos). A premiada documentarista marroquina Simone Bitton, nascida em 1955, investiga a morte de Rachel Corrie, pacifista americana de 23 anos, ao tentar impedir a destruição de casas de palestinos na faixa de Gaza + O novelo de lã (França, 2005. 14 min. Livre).
Quarta-feira (28/12), às 16h30: As ruas de Casablanca, de Nabil Ayouch (França/Bélgica/Marrocos, 2000. 90 min.16 anos). O longa mistura cenas de animação com algumas passagens violentas para narrar as aflições que atingem uma gang de meninos de rua do porto da capital do Marrocos quando um dos integrantes do grupo é assassinado. O filme conquistou 20 premiações em festivais internacionais e foi distribuido em diversos países, tornando-se o maior êxito da carreira do parisiense Nabyl Ayouch, filho de pai marroquino e mãe francesa + O primeiro Natal, de Kamel Cherif (França/Tunísia, 1999. 15 min. Livre). No início dos anos 1960, um pequeno tunisiano chega a Paris e descobre Papai Noel e suas histórias. Kamel Cherif é ator com 21 produções no currículo e assinou dois premiados curtas. (França-Tunísia, 1999. 15 min. Livre).
Quarta-feira (28/12), às 18h30: Nós e os outros, um retrato de Edward Said, de Emmanuel Hamon (França, 2002. 52 min. Livre). Retrato do importante intelectual palestino filmado pouco antes de sua morte. Said fala de suas origens e formação e define sua posição no conflito entre Israel e Palestina.
BHAVA: UNIVERSO DO CINEMA INDIANO - A mostra apresenta um panorama do cinema indiano, considerado uma das maiores indústrias cinematográficas do mundo. Serão apesentados 35 filmes produções recentes de grandes diretores do cinema indiano e filmes da cineastas expoentes. A mostra também homenageia as mulheres indianas cineastas, fazendo um recorte com ícones, como Mira Nair e Aparna Sen, e jovens realizadoras de destaque. A programação reúne todas as vertentes do cinema da Índia, priorizando todas as indústrias cinematográficas do país, espalhadas pelas principais regiões da Índia, indo muito além da chamada indústria de Bollywood, mais popular nacional e internacionalmente. Centro Cultural Banco do Brasil, Rua Primeiro de Março, 66, Centro (3808-2020). Cinema 1: 102 pessoas. Cinepasse: R$ 6 e R$ 3 (meia-entrada). Credencial que dá direito a ver todas as sessões da mostra (mediante retirada de senha 30 minutos antes de cada sessão e sujeito à lotação). Até 30 de dezembro.
>> Programação completa no site https://bhavacinemaindiano.com/
MOSTRA DOCUMENTÁRIOS DE WERNER HERZOG - A mostra em parceria com o Goethe-Institut do Rio de Janeiro exibe 23 documentários de Werner Herzog, além de dois filmes sobre ele. Instituto Moreira Salles, Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea (3284-7400). Cap.: 113 pessoas. Grátis. Estacionamento gratuito no local. Até 29 de dezembro. Confira abaixo a programação até 29 de dezembro;
Terça-feira (27/12), às 14h: O diamante branco, de Werner Herzog (Alemanha, Japão, Inglaterra, 2004. 88min. cor). Werner Herzog acompanha o engenheiro aeronáutico Graham Dorrington em sua viagem à Guiana em um pequeno dirigível construído por ele com o objetivo de explorar a flora e a fauna das copas das árvores. Para o diretor não se trata de uma exploração na busca de conhecimentos biológicos, mas da observação de pessoas em situações extremas + Medidas contra fanáticos, de Werner Herzog (Alemanha, 1969. 12min. cor). Algo estranho acontece na pista de corrida de trotes (em Munique-Daglfing). Tipos quase indefiníveis surgem diante da câmera e afirmam que estariam ali exercendo seu dever de proteger os cavalos dos fanáticos. Porém, não é possível identificar uma ameaça em nenhum lugar.
Quarta-feira (28/12), às 14h: O pequeno Dieter precisa voar, de Werner Herzog (Alemanha, Inglaterra, França,1998. 80min. cor). Com 18 anos de idade, Dieter Dengler deixou sua cidade natal na Floresta Negra para se tornar piloto nos EUA. Após desvios pela Força Aérea, chegou à Marinha americana, lutou no Vietña, foi feito prisioneiro e após uma fuga aventuresca, chegou à Tailândia, e de volta à sua unidade. Werner Herzog observa o homem em sua casa perto de São Francisco (EUA), vai com ele visitar a velha pátria na Floresta Negra e acompanha-o ao extremo Oriente, onde pede que Dieter Dengler reencene as estações de sua fuga. Um adendo póstumo relata o enterro de Dieter Dengler no cemitério dos soldados de Arlington em 2001.
Quinta-feira (29/12), às 14h: Werner Herzog: meus filmes são o que eu sou, de Erwin Keusch e Christian Weisenborn (Alemanha, 1979. 93min. cor). Um retrato de Werner Herzog em sua fase inicial, que procura, sobretudo, sondar o homem por trás do artista. Ele se nutre da proximidade do entrevistador, proximidade esta produz instrutivos momentos de perplexidade. + Asas da esperança, de Werner Herzog (Alemanha, Inglaterra, 2000. 65min. 10 anos). Trinta anos depois de ter sido a única sobrevivente de um desastre aéreo, Julianes Sturz retorna ao local do acidente, na Amazônia peruana.
