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Brasileiros reclamam de arbitragem "caseira" na marcha atlética

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Quatro brasileiros disputaram neste domingo as provas de 20 km da marcha atlética, que abriram as competições de atletismo nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, mas nenhum deles completou o percurso. Cisiane Lopes sofreu com hipotermia e abandonou, enquanto Moacir Zimmermann, Caio Bonfim e Erica Sena foram desqualificados. Os dois últimos reclamaram bastante de um suposto favorecimento da arbitragem aos mexicanos.

"Não percebi as falhas, eu achei que estava marchando muito bem. Infelizmente estamos no México e eu estava brigando por posição com uma mexicana. Aí fica complicado e a arbitragem cai em cima mesmo", desabafou Erica, que saiu da disputa quando estava em quinto lugar.

A brasileira chegou a brigar pela terceira colocação na metade da prova, mas após receber as duas primeiras notificações de que tinha cometido faltas, ela diminuiu o ritmo para não levar a punição que a desqualificaria. Mesmo assim, não conseguiu evitar. "Quando você vai levando advertências, você segura o ritmo para ver se arbitragem se acostuma com o seu estilo. Mas não deu, me tiraram da prova", disse a marchadora.

Para Caio Bonfim, o sentimento de frustração foi ainda maior. O brasileiro foi eliminado da competição a 50 m da linha de chegada. "É triste e frustrante, pois a gente batalha muito. Foram 19,950 km marchados e aí a arbitragem me tirou no final. É uma coisa muito subjetiva, pois árbitro observa e deduz. Nem sei o que fiz de errado, só sei que estava brigando por posição com dois mexicanos", afirmou o atleta, que disputava a sétima colocação quando recebeu a terceira penalização.